domingo, fevereiro 23, 2014

Essa coisa de "paixão" é muito importante na vida, pra fazermos alguma coisa bem feito, precisamos estar apaixonados por aquilo; ou pelo menos pra continuar fazendo. Uma coisa que eu faço muito bem (e mesmo me surpreendo com os resultados) é ser professor de canto, e, modéstia à parte, o canto propriamente dito - mas não vejo como levar uma vida disso... 


Não é rentável, não é estável, não é seguro e eu não tenho cabeça pra dizer "I have a dream": eu só vejo alguém que quer ou que precisa muito cantar e queimo todos os meus neurônios ao ponto de ficar exausto pra colocar essa pessoa em "situação".


Mas é essa a verdade, eu não acredito mais nisso como profissão, gostaria muito de fazer isso como hobby e ouvir meus "padawans" preferidos (que estão quase todos aqui no meu face) quando for preciso.


A vida pra mim virou um beco sem saída: absolutamente mais nada tem graça pra mim, e eu não acredito que mais absolutamente nada vai dar certo porque eu tô muito velho, gordo, feio, doente e sem diplomas.


É besta, mas é isso.


Como qualquer ser vivo eu sei que o instinto de sobrevivência vai findar por falar mais alto e eu vou terminar conseguindo tomar uma decisão mais rápida (claro, sem esquecer que ainda estou preso pela prova de piano que estou pensando seriamente em mandar pra puta que pariu), mas é complicado olhar ao redor e só ver problemas: os franceses me dizem que a França é o inferno, o Brasil não está melhor, os colegas de trabalho lamentam que "o único professor legal vai embora"... O que quer que eu consiga fazer alguém vai ficar triste, mas o mais triste é eu ficar 7 dias por semana em inércia total.


Não sei qual foi o último dia em que não pensei como a minha vida é sem graça - acho que faz mais de um ano! Assim como não sei mais qual foi o dia que pensei que me sentia bem, realizado, feliz, com esperança, satisfeito... Deve fazer pelo menos três anos! Sacudir a poeira é preciso pra viver, mas pra viver (e não "sobreviver" como estou fazendo) a gente precisa de um motivo.


Motivos, esperanças, missões, sonhos no sentido mais puro da coisa... Eu não tenho nenhum. Não tenho vontade de fazer absolutamente nada e isso me entristece muito. A vida ficou muito desagradável pra mim...

segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Não é normal. 

Não é normal todo santo dia ter os mesmos pensamentos, as mesmas frustrações, se perguntar as mesmas coisas e ter sempre as mesmas respostas...

quarta-feira, fevereiro 12, 2014

domingo, fevereiro 09, 2014

E eu ali, como um perfeito babaca esperando a boa nova do fim dessa tristeza - não tem boa nova: nenhuma ligação, nenhuma notícia de ninguém; absolutamente nada, é como se eu não existisse...
Que sentimento ruim...
Mais um fim-de-semana inútil se acaba...
Tudo continua, mas vamos ver se tudo melhora, muda ou piora...
Pronto, estou fechado na minha bolha. Agora não tem mais rede social pra ficar vendo a vida dos outros desfilar na minha frente: sou eu e eu mesmo pra resolver o que fazer. Eu continuo? Eu paro? Eu faço o que acho que tenho que fazer? Em todos os casos preciso de coragem...

sexta-feira, fevereiro 07, 2014

A depressão é uma das coisas mais estressantes e difíceis de entender, principalmente quando você está do lado de dentro.

"Entender" vira justamente um verbo inexplicável: você não entende mais nada, não ouve mais nada, não tem mais voz... Você se torna um fantasma ambulante que não consegue captar direito a passagem do tempo. Os eventos desfilam, as pessoas vem e vão e a sua mente continua congelada, enquanto um veneno misterioso escorrega pelo seu corpo.

A sensação é ácida, você sente as veias pulsarem, você tem sempre a impressão que acabou de tomar uma surra (principalmente quando você acorda) e você tem que fazer todas as coisas, principalmente falar com as pessoas.

E falar com as pessoas, como é horrível! Formar as frases, explicar, discordar, mostrar outro ponto de vista, é tudo tão cansativo, tão repetitivo... E você olha todas as ambições das pessoas passarem em cima da sua cabeça, você vê exatamente o quê toda essa gente quer: dinheiro, poder, dinheiro, poder - enquanto tudo o que você pensa é que cedo ou tarde todos estarão mortos, e nada disso faz absolutamente nenhum sentido sequer.

Então você se irrita com aquela perda de tempo - tudo o que você quer é que te deixem em paz, que você volte pro seu canto escuro e fique olhando o vazio enquanto as horas, os dias e os meses passam e você não consegue decidir.

Não consegue decidir se mexe o braço esquerdo ou direito, se anda ou fica (em geral você fica), não consegue decidir se vai viver ou se mata de vez... Tudo fica suspenso.

Você não sente mais nada além do medo, da culpa, da tristeza, da amargura, da raiva, da vingança: mas como todas essas emoções horríveis se misturam, elas se matam mutuamente, e finalmente você não sente absolutamente nada, só um vazio,  esse vazio te dá muita vergonha e medo pelas outras pessoas.

Então você se isola como se fosse uma bomba relógio, ou se isola como os bichos quando se preparam pra morrer.

Mas você não está se preparando pra nada - você simplesmente não está mais ali. A depressão é como se fosse o corpo que chora ter-se perdido da alma, ou a alma que grita quando está soterrada pelo corpo. De qualquer forma é muito desagradável: o corpo luta contra si mesmo, se machuca, se tortura e isso tudo acaba com a sua energia e a sua vontade de fazer as coisas.

Os projetos para o futuro se acabam: tudo vira passado. O presente também se desloca, ele se torna uma eterna preparação mal feita para o futuro pois enquanto você luta pra esvaziar a cabeça e se concentrar em alguma coisa já são 3 horas da manhã, seu coração está à 140 bpm e você está tão cansado que não consegue mais dormir.

A depressão não tem a menor lógica. Mas o que não tem a menor lógica mesmo é fingir que nada está acontecendo: grite. Aproveite aquele único segundo de energia do dia que você tem e grite, chore, implore por socorro antes que a depressão te amordace de novo - assim que ela puder, ela vai te calar.

Se as pessoas do trabalho são frias e não ligam pra você, se os seus amigos não são mais os mesmos e te deram as costas, se a sua família te abandonou, se a sua esposa morreu, amigo - foda-se! Não perca tempo e peça socorro! Você não tem nada à perder, mas se alguém te estender a mão, você tem tudo à ganhar.

De depressivo para depressivo/a.

quinta-feira, fevereiro 06, 2014

"Leva pra casa"

Ora - o delinquente, marginal, pilantra, ladrão já está dentro da nossa casa - o Brasil. Não adianta ficar colocando a mãozinha na frente do rosto pra fingir que tem uma solução mágica pra violência descontrolada, agora é a época de começar à preparar a única solução possível: desenvolvimento! É trantando o pobre que nem gente e dando um mínimo de dignidade pro brasileiro que a situação pode se inverter, não é dividindo a sociedade em "cidadão de bem" e "vagabundo" que isso vai funcionar.

Qualquer pessoa que é testada com a pobreza, o racismo, a precariedade e a humilhação durante toda a vida pode cair em tentação e ceder ao crime, crime violento de roubar bolsa de loirinha bonita em Botafogo, crime escroto, de roubar o carro de um "cidadão de bem pai de família que come hóstia"... Isso aí tudo acontece.

A corrupção e a marginalidade é tão forte que tenta até os ricos e burocratas - esses aí que quando a gente vê com o rabo do olho até parecem cidadãos de bem, e é pra pagar o luxo da vida dessa gente que 33% da tua grana vai-se embora na boca do Leão.

Mas vai, classe média, Estados Unidos, partido de direita, deus é mas, vai, continua falando do pobre, dizendo que o Brasil é uma merda por causa dele...

E para todas Cheirazadas, vão se lascar. Eu tô do lado do cracudo, da Nem, das pessoas que não agregam valor e que não deram certo na vida.

segunda-feira, fevereiro 03, 2014

O mundo pra mim, talvez por causa das escolhas que eu fiz - ou por causa de uma falha de caráter que parece durar desde a manhã da minha vida, é um lugar horrível.


A maldade das pessoas sempre me afetou de uma maneira diferente, com 10 anos de idade eu levei sozinho uma professora mesquinha diante da diretora por maus tratos e insultos, com 22 eu denunciei um policial militar no Rio, com 23 coloquei os pingos nos "i"a para outra professora diante umas 40 pessoas, e com 27 anos eu enfrentei a imigração francesa sozinho: escrevi a minha defesa jurídica e ataquei o pescoço de um dos sistemas mais injustos e cruéis do mundo.


A dor alheia me chama atenção, ela me comove de um jeito muito intenso - ela dói em mim como se fosse minha, e toda essa miséria faz parte da minha vida.


Finalmente existe o canto - o que isso significa na minha vida? Ora, eu não consigo me ver em plena felicidade, com viseiras de burro sem olhar pros lados. Eu não sou ninguém de objetivo, muito menos de "eficaz", eu sou essa coisa emocional que sangra, e que tenta curar o mundo com bandagens sujas de sangue: o mundo tem muita dor, muito sofrimento, e eu gostaria muito que as pessoas parassem de fingir que não.


Eu não digo isso como uma simples cobrança, mas já abri a porta da minha casa para catar no chão o que restava de alguém, e continuo vendo que as pessoas tem uma verdadeira obsessão pelo sucesso e pela paz de espírito absoluta, como uma espécie de reprodução terrena do paraíso supremo de Deus, o criador.


Enquanto não se divide o pão, enquanto não se enxuga a lágrima, enquanto não se estende a mão, e se abraça a amargura do outro sem pensar e nem julgar, nós não somos em nada diferentes do nosso pior inimigo: que ele seja a vida que nos tomou um ente querido, ou um superior que simplesmente "não tinha nada a ver com isso" ou alguém que naquele momento "não podia fazer absolutamente nada" - o que nos torna medíocres não é não ser o melhor no que se faz, mas é aceitar a vida nos tornar simplesmente alguém que só consegue olhar pra frente ou ter uma visão distorcida de si mesmo no espelho, só vemos quem deveríamos ser, e não vemos nada que se mete no nosso caminho entre o real e o sonho do super-eu...



Bom, é isso. Talvez eu esteja sempre diante de uma experiência muito ruim, mas quando vejo esse culto do sucesso, das fotos em festas, de carros, das conquistas, eu me pergunto "qual o problema de toda essa gente que vive pra fugir de todos esses pesadelos que eles me ligavam aos prantos 11 hora da noite pra pedir socorro"?


Quantos desses maravilhosos e bem-sucedidos não eram suicidas em potencial que se escondiam atrás de religião, da maconha, da amante, da academia ou do relacionamento falido?


Eu vejo que a profecia de mãe se cumpre. "Amigos são meus dentes".


Pois é. Desculpem-me todos se não tenho mais sucesso é boas notícias pra dividir com vocês. Como vocês sabem, meu sol é a lua, o que me faz existir é a angústia, e a nuca certeza que eu tenho é a dúvida.


Este grande retorno de Saturno me arrancou desse mundo real e me mostrou de uma vez por todas que não adianta eu fingir que pertenço à lugar nenhum ou à quem quer que seja.


Nasci pra ser anônimo, ou ora estar sempre chegando ou indo embora pra sempre...

sexta-feira, janeiro 03, 2014

O segredo, na verdade, não é perguntar como os outros conseguiram, mas simplesmente olhar pra frente com uma certa crueldade, uma certa vontade de viver o vácuo...

terça-feira, novembro 19, 2013

Um dia antes da celebração da consciência negra no Brasil eu penso um pouco na minha vida - quando eu era criança, pensei que nunca ia sofrer discriminação, até ouvir "amarelo empombado" e "E.T" da parte de uma qualquer do bairro, que não me chamou muita atenção.

Mais tarde eu ouvi "matuto", ouvi também "pobrinho" ou "carente", até que quando era adolescente "metido com esoterismo" ouvi "macumbeiro", "painho" e "demônio". Em seguida, quando aprendi um pouco mais sobre quem era, ouvi "viado", "baitola", "pacosa" e "menina", e mesmo entre os gays ouvi "passiva", "gótica" ou "bruxinha".

Depois de sair de casa pro Rio, eu não era mais cearense, e sim "nortista", "baiano" ou "paraíba", e por mais que eu insistisse em dizer que eu não conhecia nenhuma dessas regiões, as pessoas não pareciam se importar (afinal tudo o que está ao norte do Rio, é "Bahia").

Em seguida, deixei de ser uma pessoa e me tornei um "estrangeiro" quando comecei à ter uma data em cima de um papel que me dizia quando eu tinha que IR EMBORA de onde eu estava, senão a polícia viria em casa ME EXPULSAR, mas o que mais doeu pra mim nem foi isso, foi saber que, para uma qualquer que trabalha na faculdade, após eu questioná-la sobre porque nunca ninguém sabia de nada na faculdade e culpa era sempre dos alunos, ela me chamou de "o brasileiro", como se eu fosse um tipo de assassino.

Mas a cereja do bolo? A fivela do cinto? Foi ouvir de alguém importante ligado ao Ministério da Cultura na Guiana Francesa que "música clássica é música de branco" e que "isso não interessa a gente aqui".

E o ciclo da besteira, da podridão e da idiotice continua... A gente faz o que pode e diz o que não pode pra se guardar o sagrado direito de odiar e desprezar o próximo. Amém.

terça-feira, outubro 29, 2013

A ciência e a matemática da tristeza

Eu viajo. Posso sair de um lugar pro outro mas nunca me senti tão preso. Não tenho mais respostas para nada, só uma: de dois, se um está feliz, já é lucro!

Films à regarder 😉

Le voyage dans la lune
The birth of a nation 1915
Les vampires 1915
Intolérance 1916
Nosferatu 1922
Metropolis, 1927
Häxan, 1923
The Gold Rush, 1925
La passion de Jeanne D'Arc, 1928
Un chien andalou, 1928
Ukigusa, 1959
Les yeux sans visage, 1960
Spartacus, 1960
O pagador de promessas, 1962
Vidas secas, 1963
Deus e o diabo na terra do sol, 1964
Les parapluies de Cherbourg, 1964
Mary Poppins, 1964
Onibaba (the demon), 1964
Alphaville, 1965
Faster, Pussycat!, 1965
Pierrot, le fou, 1965
Deux ou trois choses que je sais d'elle, 1967
Belle de jour, 1967
Terra em transe, 1967
Bonnie and Clyde, 1967
Planet of the apes, 1968
Rosemary's Baby, 1968
If..., 1968
2001, 1968
Night of the living dead, 1968
Satyricon, 1969
Hsia Nu (a touch of zen), 1969
Easy rider, 1969
In the year of the pig, 1969
Little big man, 1970
Woodstock, 1970
A clockwork orange, 1971
Le chagrin et la pitié, 1971
Willy Wonka and the chocolate factory, 1971
Walkabout, 1971
Klute, 1971
Harold and Maude, 1971
Straw dogs, 1971
Deliverance, 1972
Solyaris/ Solaris, 1972
Le charme discret de la bourgeoise, 1972
The Godfather, 1972
Fat city, 1972
Frenzy, 1972
Pink flamingos, 1972
La maman et la putain, 1973
Badlands, 1973
Papillon, 1973
Sleeper, 1973
The exorcist, 1973
La planète sauvage, 1973
The Tezas chainsaw massacre, 1974
Céline et Julie vont en bateau, 1974
Jeanne Dielman, 23 quai du commerce, 1080 Bruxelles, 1975
The rocky horror picture show, 1975
Monty Python...
Salò, or the 120 days of sodom, 1975
The man who fell to earth, 1976
Network, 1976
Carrie, 1976
Close encounters of the third kind, 1977
The last wave, 1977
Suspiria, 1977
Erase head, 1977
The hill have eyes, 1977
Days of heaven, 1978
Halloween, 1978
Dawn of the dead, 1978
Grease, 1978
Nosferatu, 1979
Stalker, 1979
Life of Brian, 1979
Being there, 1979
Manhattan, 1979
Apolypse Now, 1979
Mad Max, 1979
Ordinary people, 1980
The shining, 1980
The elephant man, 1989
Loulou, 1980
Airplane!, 1980
An American werewolf in London, 1981
ET, 1982
The evil dead, 1982
Poltergeist, 1982
blade runner, 1982
Tootsie, 1982
The thing, 1982
A Christmas story, 1983
L'argent, 1983
The right stuff, 1983
The big chill, 1983
Sans soleil, 1983
Scar face, 1983
Paris, Texas, 1984
A nightmare on Elm street, 1984
Spinal tap, 1984
A passage to India, 1984
Stranger than paradise, 1984
Amadeus, 1984
Ran, 1985 (Akira Kurosawa)
Brazil, 1985
O beijo da mulher aranha, 1985
Sans toit ni loi, 1985
Shoah, 1985
The color purple, 1985
Blue velvet, 1986
Children of a lesser god, 1986
Le déclin de l'empire américain, 1986
The fly, 1986
Au revoir les enfants, 1987
Raising Arizona, 1987
Moonstruck, 1987
Hong GAO liang, 1987
The dead, 1987
Akira, 1988
Hotaru no haka, 1988
Who framed roger rabbit, 1988
The unbelievable truth, 1989
Sex, lies and videotape, 1989
S'en fout la mort, 1990
King of New York, 1990
Pretty woman, 1990
Dances with wolves, 1990
Henry: portrait of a serial killer 1990
Archangel, 1990
Edward Scissorhands, 1990
Europa Europa, 1990
La belle noiseuse, 1991
The rapture, 1991
A bright summer day, 1991
The silence of the lambs, 1991
Raise of the red lantern, 1991
La double vie de Véronique, 1991
Tongues untied, 1991
Conte d'hiver, 1992
The actress, 1992
Philadelphia, 1993
Schindler list, 1993
Farewell my concubine, 1993
Trois couleurs: bleu, 1993
The piano, 1993
The wedding banquet, 1993
Les roseaux sauvages, 1994
Heavenly creatures, 1994
Pulp fiction, 1994
Trois couleurs : rouge, 1994
Priscila, 1994
Forrest Gump, 1994
Chungking express, 1993
Cyclo, 1995
Clueless, 1995
Safe, 1995
Train spotting, 1996
Fargo, 1996
Gabbeh, 1996
Trois vies, une seule mort, 1996
Scream, 1996
Secrets and lies, 1996
The English patient, 1996
Lone star, 1996
Breaking the waves, 1996
Independence Day, 1996
Titanic, 1997
Saving private Ryan, 1998
Cours Lola, 1998
The ring, 1998
Happiness, 1998
The Blair witch projet, 1999
The sixth sense, 1999
Fight club, 1999
American beauty, 1999
Beau travail, 1999
Todo sobre mi madre, 1999
In the mood for love, 2000
Gladiator, 2000
A one and a two, yi yi, 2000
Requiem for a dream, 2000
Memento, 2000
Crouching Tiger, Hidden dragon, 2000
Spirited away, 2001
No man's land, 2001
Cidade de Deus, 2002
Old boy, 2003
Good bye Lenin, 2003
Osama, 2003
Tsotsi, 2005
Broke back mountain, 2005
Little miss sunshine, 2006
Pan's labyrinth, 2006
The departed, 2006
Paranormal activity, 2007
No country for old men, 2007
Le scaphandre et le papillon, 2007
There will be blood, 2007
Gomorrah, 2008
The hurt locker, 2008
Slumdog millionaire, 2008
The dark knight, 2008
District 9, 2009
Inglorious basterds, 2009
Avatar, 2009
The white ribbon, 2009
Des hommes et des Dieux, 2010
Cave of forgotten dreams, 2010
Black Swan, 2010
The King's speech, 2010
Inception, 2010
The social network, 2010
Le Havre, 2011
A separation, 2011
The tree of life, 2011
Drive, 2011
Le gamin au vélo, 2011
L'artiste, 2011
The cabin in the woods, 2011
Les misérables, 2012
Amour, 2012
Argo, 2012
Licoln, 2012
Django Unchained, 2012
Life of Pi, 2012

segunda-feira, agosto 26, 2013

Vida

Nunca estar contente, imaginar uma vida... Eu nunca fui visual nem obsessivo, sempre tive esse ímpeto de surpresas, apesar de me dizer "não" em permanência, sempre tem um "sim" que escapa quicando pelas paredes até sair por uma fresta de janela e me proporcionar uma vida altamente imprevisível... Mas porque eu não estou satisfeito?

Existem coisas que a gente quer na vida, em geral é sempre algo que envolve conforto, uma sensação de segurança, se sentir importante e amado e ter projetos para o futuro, também tem o lado do estimulo, da fé.

Eu sempre fui uma pessoa estranha. Percebo que consigo ajudar quase qualquer pessoa à se dar conta disso, e sou muito orgulhoso de poder ter ajudado amigos à se reencontrarem, a vida é simples afinal, mas percebi que eu não sou. Eu devo ter uma síndrome de Clark Kent ou de E.T, de achar sempre que "eu não sou daqui".

Andei da conchinchina até a puta que pariu e ainda não me encontrei, ou não encontrei o lugar que procurava, a verdade é que eu fiquei tão desesperado que tinha esquecido o básico, o fundamental: eu sou complicado, e isso nunca vai mudar, e eu preciso estar em movimento, trocando experiências, aventuras - vivendo! Eu sempre soube desde o dia que abri o olho que eu não tinha vindo à esse mundo pra comer e dormir, pra viver em um mundo pequeno e simples, isso não é pra mim.

Pessoas complicadas, meu conselho: paws off, you're born this way - deal with it!

Não procurem a vida fácil, simples! Sejam sinceros e realistas com vocês mesmos, e tenham sempre alguma fonte enorme de auto-estima pra não terminarem como eu tentando se convencer que vocês "podem se adaptar". Péssima idéia, não cometam meus erros.

O sofrer

Alguns sofrimentos são mais difíceis que os outros, existe o sofrimento sozinho, secreto, aquele que é como uma arma química ou um veneno à longo prazo. Esse se sofre fácil, a dor vem, os sorrisos amarelos vem junto, os "tá tudo bem", os "às vezes eu prefiro ficar em silencio".

Esse sofrimento, que não inclui nem depende de ninguém dói, mas é como um mistério, uma ordalia que todos vivemos cedo ou tarde, muito ou pouco.

O pior sofrimento eu acho, é a falsa alegria. É a realização de uma farsa, é construir um reino em cima de pilares de areia, é aquele sofrimento de tudo fazer para não magoar os outros, não destruir as alegrias deles e perceber que a sua alegria não existe mais.

Depois desse sofrimento existe aquele das consequências, aquele dos inevitáveis, aquele que você se pergunta "mas o que eles vão fazer depois disso"?

Muita gente tem medo de amar pra não odiar, se faz de ruim para não ser interessante, se fecha numa bolha de relações seletas ou seguras: no trabalho, na família, com os amigos...

Essas pessoas estão erradas? Estão certas? A ciência por trás da vida é muito complexa, e eu sinto inexoravelmente que ei falhei. Ah, como eu falhei...

A melhor dor é a curta e intensa, aquela que faz desmaiar e depois quando se acorda, não se lembra mais de nada... Como uma garrafada na cabeça, não como um inverno de dois anos...

terça-feira, julho 30, 2013

Eu não consigo entender certas posições de mundo, confesso que acompanhar a política de três países (e suas ex-colônias e territórios ultramarinos) não me faz muito bem, infelizmente eu sou uma pessoa muito frágil emocionalmente, mas eu sinceramente não entendo essa coisa que chamam de "extrema direita".

Basicamente é um tipo de política que acredita que o direito é algo que se merece com dinheiro (o homem ou produz ou herda esse dinheiro) e que, além desse valor, outro critério deve ser usado pra medir as pessoas que valem mais ou menos que as outras. Um dos exemplo disso são as antigas politicas segregacionistas americanas, parcialmente o socialismo nacional alemão (nazismo) que dizia ter que "purgar" a Alemanha dos judeus e outros casos.

Hoje a Europa se debate com a ONU pra poder rejeitar os pedidos de asilo e de imigração dos africanos e a França tenta à todo custo dar um rumo na imigração, que perto da brasileira é um gigante (na França uma em cada nove pessoas, se não me engano, vem de outro país, contra que no Brasil são três à cada mil). Nesse esquema de crise aqui, diminuição da aposentadoria ali, desemprego acolá, as pessoas começam a tomar decisões estúpidas e colocar a culpa nos outros. Na França, por exemplo, a extrema direita diz que a culpa é dos imigrantes africanos e árabes que, na teoria deles, não trabalha, só está na França pra poder se beneficiar das vantagens públicas (seguro-desemprego, essas coisas) e etc.

O engraçado, como um pequeno parêntese, é que pra que você possa, por exemplo, ter direito ao equivalente atual do RMI (revenu minimum d'insertion) você tem que ser francês de nacionalidade. E pra ter seguro desemprego você tem que ter um dia trabalhado, então as únicas vantagens que um imigrante tem na França dependem do seu interesse em trabalhar, coisa que sinceramente eu não vejo muitos franceses quererem fazer.

É como no Brasil: todos querem ser funcionários públicos, ter um emprego que não consuma todas as horas do dia, trabalhar pouco, ter o direito de insultar as pessoas e não ter nenhuma consequencia. Mas ninguém se pergunta quem é a haitiana que vai varrer a casa, ou a portuguesa que cuida dos filhos de rico, mas todo mundo odeia os imigrantes, discurso velho, mas precisamos nos dar conta disso porque essa palhaçada está querendo se instalar no Brasil (principalmente nos macacos imbecis do sul que já reclamam ou separação do resto do país ou uma noção pra lá de ariana de nacionalidade brasileira. Se um dia eles tentarem traçar uma genética comum no Brasil vão ouvir tanto, mas tanto fado que Wagner vai se suicidar...)

E a moda agora são as extremas-direitas religiosas que falam do apocalipse, votam lei pra mudar nome de rua, dizem que as travestis atraem pragas de mosquitos pro mundo... Ok. Vamos imaginar um mundo de extrema direita. Todos os países de extrema direita, todo mundo mesmo.

O que você acha que ia acontecer? Você acha mesmo que você aí, Zé Ruela, ia ter lugar pra você em algum país do mundo?

Uma hora ou outra iam inventar que você atrapalha e, em nome de Deus, tu ia acordar com a boca cheia de formigas, senão pegando fogo pelo bem das crianças e da família...

Eu não entendo...
Aos defensores de Cabral e da política do status quo

Eu sei que essas manifestações estão incomodando algumas pessoas que eu consideraria como "desnecessárias", mas, para que as mesmas ganhem alguma utilidade eu lhes digo que calem a boca e simplesmente pensem.

Dissolver a nossa democracia brasileira pela metade não é a melhor das idéias, nos expôe à anarquia política? Tem certeza disso? Dizer que o governo de Dilma Roussef é uma farsa é ser idiota? A questão é que QUEM QUER QUE SEJA OU FOSSE o político que estaria no poder agora seria pego no furacão, não adianta. O problema não é a pessoa, e sim o sistema.

Isso me lembra uma história que eu ouvi de alguém que conhecia alguém na política. Cidade pequena, a pessoa ganha a eleição e pensa "ah, finalmente vou poder mudar alguma coisa na minha cidade!" Primeiro dia na câmara dos vereadores, o chefe do lobby vem e diz "olha, por mês tu tem essa grana pra votar com a gente", o indivíduo diz "e se eu não quiser trabalhar com corrupção?" o chefão retruca "você perde o dinheiro e não te ajudamos com nada que você for fazer".

Eu compararia essas manifestações à um sistema imunológico soltando macrófago e comendo tudo o que vê pela frente, é o povo abrindo o olho pra todo pequeno detalhe que não funciona, estamos nos levando mais à serio... Só por favor parem de dizer o que a gente já sabe como "mas o PT salvou o Brasil", gente, já sabemos que o PT fez um salto histórico na nossa democracia, mas precisamos fazer outro, e se isso tiver que custar a banda podre, que custe - ora, ninguém pode nos obrigar a engolir e nos contentar com um partido que apesar de efetivo, ainda é "meio serio", favor não nos obriguem à engolir sempre "dos males o menor".

É do povo a OBRIGAÇÃO de injetar uma dose letal de seriedade na nossa administração, quem sabe esses "ocupa Cabral" e "fora Dilma" não vão aos poucos nos colocando diante de um Executivo menos "Banana" ou "Pizza" e mais "República".

quarta-feira, julho 24, 2013

Quand j'étais adolescent je ne voyais pas autant de groupes extrémistes et idéologiques comme aujourd'hui. Après avoir suivi les nouvelles au Brésil, États-Unis, France et l'Afrique francophone ainsi que les microscopiques pays caribéens et la Guyane, notamment, je constante que cette génération qui sort des lycées et expérimente le goût amer du chômage et du séparatisme sera l'une des plus violentes et isolées si rien ne fait.

Les jeunes voient un monde sans logique, sans place pour eux, sans avenir, les parents eux-mêmes ont perdu leur rôle face aux ordinateurs et à la télévision et le résultat est une génération handicapée socialement, sans les outils nécessaires à l'épanouissement d'un réseau de contacts ou d'une vision délocalisée des relations interpersonnelles.

C'est la génération du "s'en foutisme" de l'absence de la solidarité, de la crise, de "moi avant le reste", de "mes amis en twitter", le contact humain devenu l'homme dans sa zone de sécurité, et si quelqu'un nous dérange, il suffit de le bloquer sur facebook. Plus besoin de tuer à sang froid.

Plus de conséquences, plus de jugements, plus de problèmes à long terme - tout peut être géré avec quelques boutons appuyés en quelques secondes.