Fiquei viajando esses dias quando li em algum lugar a seguinte frase: "Quando encontrares um homem bom, imita-o; e quando encontrares um homem mau, analise-se." Não era exatamente o texto, e não me recordo do autor. Mas esta pequena máxima foi disparada no meu "banco de dados de coisas legais".
Eu sempre tive um problema sério com pessoas que me descrevem na segunda frase da citação (o homem mau) e não se dão o trabalho de olharem pro próprio umbigo. Já recebi as mais interessantes e criativas críticas que se possa imaginar. Por muito tempo, de fato, acreditei piamente que era uma pessoa má. E já cheguei até a praticar o personagem.
Felizmente eu caí na real e percebi que não precisava perder tanto tempo me inspirando na Roitinha¹ e levando esta boa vida de malvado (como diz meu irmão, fazendo careta e projetando o discreto queixo, que só ele tem, pra frente "como é bom ser mau"). Logo meu clima mudou, e percebi que a vítima havia se convertido em algoz! Afinal eu não era o malvado da história! Mas o assunto não é este.
Não que eu faça macumba, não que eu deseje a morte - mas afastem de mim tapetes em pisos escorregadios, tachinhas, discretos objetos cortantes e envenenantes... É - eu sou vingativo pra caralho.
É triste mas é verdade! Não no sentido convencional do vingativo nobre e romantizado (adoro essa palavra, mas só hoje) que se vinga de forma dramática pra mostrar algo valoroso ao inimigo humilhado na própria desgraça. Não. Nada disso - eu me vingo por rancor, pelo puro e simples desejo de ver alguém que me sacaneou ou humilhou na merda! NA MERDA!
Raramente eu movo muitos pauzinhos pra isso, normalmente é fácil deixar pessoas que se expõem muito em situação de risco social (ou físico). Meu problema costuma insistir em um perfil de pessoa:
Menina aparentemente legal, entre os seus 13 a 45 anos, de signo masculino e uma série de problemas de auto-afirmação que se identifica demais com o gênero masculino e é obcecada por amigos gays. (Portanto se você tem este perfil - cuidado quando tiver raiva de mim²).
Hehe, engraçado! Meus dois problemas sérios com cocotas correspondiam muito a isto, e normalmente orbitaram nos mesmos temas (moral/falta de, ética/falta de, respeito/falta de, sinceridade/ falta de, estilo/falta de). Vai entender o mundo feminino, (ou talvez nestes casos específicos. Raramente eu sequer levanto a sobrancelha quando as queridas fêmeas descrevem seus desconfortos neste mundo fálico em que vivemos).
O problema é que sempre aparece uma que acha que eu sou somente aquilo que se pode ver. Não, não... Eu sou Satanás. Sou bonzinho. Mas puxo seu tapete sorrindo, sem que você note que fui eu, caso pise em meus calos (a regra não é exclusiva ao perfil citado acima. Já tive minhas vitórias nefastas e sombrias contra menininhos sacanas também).
quinta-feira, março 29, 2007
E mais este mês vai-se acabando e dando lugar ao próximo... Que saudade da época em que o tempo custava a passar! Não que fosse sempre bom, mas tudo anda muito acelerado, e tenho a impressão de não estar enxergando muito bem as pessoas com quem convivo (de repente é o grau dos meus óculos que mudou. Vivo com dor de cabeça).
Ainda assim é bom sentir este bem-estar de saber que os investimentos de tempo e suor (numa linguagem romantizada o seria sangue). Todo esse universo de solfejo, interpretação em canto... De repente eu não tinha pensado direito antes de entrar de cabeça nisso. Mas tudo é uma linguagem muito nova, e muito custosa. Porém ainda consigo me descrever como satisfeito. Satisfeito comigo.
Não - não vou falar de ninguém. Estou cercado de pessoas maravilhosas, verdadeiros anjos. O que me enerva é a forma como as coisas precisam acontecer no campo dos estudos e vida profissional pra que dêem certo. Realmente se abdica de muita coisa, e finda-se alienando muito a perspectiva de mundo e até mesmo a auto-imagem fica tendenciada. Estou triste sim, com o mundo que é muito pequeno quando é inconveniente (como encontrar pessoas cretinas em um conjunto de pessoas que deveria ser agradável --- ahem! ---) e muito grande quando é penoso (e registro a minha insatisfação com os custos para as viagens à Europa e a fajuta "promoção de 50 reais da Gol" - não achei sequer UM trecho daqui a Fortaleza pelo preço referido.)
Muitas vezes eu senti uma vontade visceral de ter o poder de dobrar o espaço de acordo com a minha necessidade - fico pensando, por exemplo, se na casa da minha mãe, em Fortaleza, houvesse uma porta que desse na sala aqui de casa. Ia ser incrível poder estar em Niterói e Fortaleza ao mesmo tempo. Perto de todos que amo, lá e cá. Como me dói ter que fazer esse tipo de escolhas.
A pior parte é quando as pessoas começam a nos descrever como "clueless", sem referências, sem passado. Como se tivéssemos nascido dentro de um avião a caminho da "cidade grande" (engraçado que Fortaleza não deixa de ser a quinta maior capital do Brasil, e mesmo assim aqui no Rio, provavelmente o conjunto que representa a segunda maior, eu tenho a constante sensação de não estar exatamente acordado - era como se as coisas aqui não fossem exatamente tão reais como lá. Adaptação difícil! Mas ninguém consegue me convencer de que Fortaleza mal tem duzentos anos, e o Rio de Janeiro já foi capital do Império. Sei lá, era como se aqui fosse uma dungeon para personagens de nível alto se degladiarem com bestas que rendem "trocentos" pontos de experiência).
Era como se, mesmo em uma tremenda densidade de dúvidas e dificuldades, o conjunto "Rio de Janeiro" (compreendido pela capital e cidades agregadas) fosse uma construção diáfana, uma coisa que existe porque várias pessoas acreditam nela. Como se o lugar não fosse real, fosse subjetivo - dependendo da crença e opinião de um grupo de pessoas. É muito estranho. Ando sentindo muita falta de RPG também!
Uma leitura possível, seria de que o Rio de Janeiro é uma espécie de egrégora onde sonhos e pesadelos se misturam num caldeirão de sangue e êxtase (nunca estase) enquanto coisas sugerem acontecer - mas não acontecem. Poderiam, mas de fato não se concretizam, só em um plano especulativo, filosófico, uma coisa meio Sigil em Planescape - sendo que ao invés de uma, várias Ladies of Pain. E muitos Lower Wards. Chega, chega...
Ainda assim é bom sentir este bem-estar de saber que os investimentos de tempo e suor (numa linguagem romantizada o seria sangue). Todo esse universo de solfejo, interpretação em canto... De repente eu não tinha pensado direito antes de entrar de cabeça nisso. Mas tudo é uma linguagem muito nova, e muito custosa. Porém ainda consigo me descrever como satisfeito. Satisfeito comigo.
Não - não vou falar de ninguém. Estou cercado de pessoas maravilhosas, verdadeiros anjos. O que me enerva é a forma como as coisas precisam acontecer no campo dos estudos e vida profissional pra que dêem certo. Realmente se abdica de muita coisa, e finda-se alienando muito a perspectiva de mundo e até mesmo a auto-imagem fica tendenciada. Estou triste sim, com o mundo que é muito pequeno quando é inconveniente (como encontrar pessoas cretinas em um conjunto de pessoas que deveria ser agradável --- ahem! ---) e muito grande quando é penoso (e registro a minha insatisfação com os custos para as viagens à Europa e a fajuta "promoção de 50 reais da Gol" - não achei sequer UM trecho daqui a Fortaleza pelo preço referido.)
Muitas vezes eu senti uma vontade visceral de ter o poder de dobrar o espaço de acordo com a minha necessidade - fico pensando, por exemplo, se na casa da minha mãe, em Fortaleza, houvesse uma porta que desse na sala aqui de casa. Ia ser incrível poder estar em Niterói e Fortaleza ao mesmo tempo. Perto de todos que amo, lá e cá. Como me dói ter que fazer esse tipo de escolhas.
A pior parte é quando as pessoas começam a nos descrever como "clueless", sem referências, sem passado. Como se tivéssemos nascido dentro de um avião a caminho da "cidade grande" (engraçado que Fortaleza não deixa de ser a quinta maior capital do Brasil, e mesmo assim aqui no Rio, provavelmente o conjunto que representa a segunda maior, eu tenho a constante sensação de não estar exatamente acordado - era como se as coisas aqui não fossem exatamente tão reais como lá. Adaptação difícil! Mas ninguém consegue me convencer de que Fortaleza mal tem duzentos anos, e o Rio de Janeiro já foi capital do Império. Sei lá, era como se aqui fosse uma dungeon para personagens de nível alto se degladiarem com bestas que rendem "trocentos" pontos de experiência).
Era como se, mesmo em uma tremenda densidade de dúvidas e dificuldades, o conjunto "Rio de Janeiro" (compreendido pela capital e cidades agregadas) fosse uma construção diáfana, uma coisa que existe porque várias pessoas acreditam nela. Como se o lugar não fosse real, fosse subjetivo - dependendo da crença e opinião de um grupo de pessoas. É muito estranho. Ando sentindo muita falta de RPG também!
Uma leitura possível, seria de que o Rio de Janeiro é uma espécie de egrégora onde sonhos e pesadelos se misturam num caldeirão de sangue e êxtase (nunca estase) enquanto coisas sugerem acontecer - mas não acontecem. Poderiam, mas de fato não se concretizam, só em um plano especulativo, filosófico, uma coisa meio Sigil em Planescape - sendo que ao invés de uma, várias Ladies of Pain. E muitos Lower Wards. Chega, chega...
quinta-feira, março 22, 2007
Técnica de Alexander
e qualquer coisa que me torne menos tenso serve! Há dias que eu pareço um robô, de tão rijo que fico. Ô vidinha descabeladaaa...
domingo, março 18, 2007
Talvez os céus estejam escrevendo com letrinhas arredondadas. Raramente eu tenho a sensação de que as coisas vão inexoravelmente dar certo, e hoje eu estou sentindo isso. Como se tudo estivesse destinado a um grande e belíssimo amanhecer com tons de harpa e um estrondoso acorde maior com cordas e sopros, dizendo que um movimento importante concluiu e decidiu-se.
Uma certa pessoa muito querida e mãe de outra igualmente cara, certa vez me disse que "quando a gente amadurece aprende a ver que as coisas são mais simples que a gente pensa". Talvez eu tenha parado com a mania de "abraçar o mundo pelas pelas" --- eu e minha mania de epígrafes anônimas. Mas não resisto! --- e finalmente entendido que as coisas precisam de um certo ritmo para acontecerem de forma satisfatória. E claro - entender o que é bom.
Não que eu esteja mais feliz, ora bolas, eu sou feliz. Tenho uma pessoa que me ama, estou tomando rumo em minha vida, tenho bons amigos onde quer que eu vá. As coisas não poderiam ser melhores (apesar dos óbvios contratempos). O que mudou foi a minha perspectiva sobre o próprio ritmo das coisas.
A vida é como a Roda da Fortuna (seja do tarot ou do Silvio Santos, você que escolhe a temática): Por mais que a gente tente segurar tudo junto a si o tempo todo, ela sempre gira e nos surpreende. A questão maior não está nem em ser otimista o tempo todo, nem em evitar o que eu sentia, o maldito desespero e a cegueira depressiva, mas a grande jogada está em saber ter hit recovery. Haha, isso mesmo! Se recuperar dos baques, encontrar o chão.
Seja você pessimista ("realista" - copo meio vazio) como eu, ou otimista como muita gente costuma dizer que é (essa vai com sarcasmo) precisamos começar a praticar o cinismo com nossos dramas, e saber que mesmo o que a gente tem por mais caro, pode sacudir e sumir. E o que resta?
Você mesmo, e nada mais.
Uma certa pessoa muito querida e mãe de outra igualmente cara, certa vez me disse que "quando a gente amadurece aprende a ver que as coisas são mais simples que a gente pensa". Talvez eu tenha parado com a mania de "abraçar o mundo pelas pelas" --- eu e minha mania de epígrafes anônimas. Mas não resisto! --- e finalmente entendido que as coisas precisam de um certo ritmo para acontecerem de forma satisfatória. E claro - entender o que é bom.
Não que eu esteja mais feliz, ora bolas, eu sou feliz. Tenho uma pessoa que me ama, estou tomando rumo em minha vida, tenho bons amigos onde quer que eu vá. As coisas não poderiam ser melhores (apesar dos óbvios contratempos). O que mudou foi a minha perspectiva sobre o próprio ritmo das coisas.
A vida é como a Roda da Fortuna (seja do tarot ou do Silvio Santos, você que escolhe a temática): Por mais que a gente tente segurar tudo junto a si o tempo todo, ela sempre gira e nos surpreende. A questão maior não está nem em ser otimista o tempo todo, nem em evitar o que eu sentia, o maldito desespero e a cegueira depressiva, mas a grande jogada está em saber ter hit recovery. Haha, isso mesmo! Se recuperar dos baques, encontrar o chão.
Seja você pessimista ("realista" - copo meio vazio) como eu, ou otimista como muita gente costuma dizer que é (essa vai com sarcasmo) precisamos começar a praticar o cinismo com nossos dramas, e saber que mesmo o que a gente tem por mais caro, pode sacudir e sumir. E o que resta?
Você mesmo, e nada mais.
sábado, março 17, 2007
Segundo dia de chuva
Eu e meus posts climáticos...
Hoje foi um dia feliz. Eu sei disso apesar de não ter saído de casa (nossa, me conte mais!) Não sei o porquê, mas senti um cheiro de plantas que era muito característico da casa da minha avó. Desci há um tempo pra dar uma olhada no quintal, daí senti este cheiro no caminho. Engraçado... Não tem rapadura, alfinim nem tabaco por aqui, mas o cheiro era exatamente o mesmo.
O bom desse tipo de sensação é que de alguma forma mostra que o mundo é bem menor que a gente imagina. Se você está bem longe de onde veio, como eu. Pense nisso: Se um cheiro se repete, por que não outras coisas?
Hoje foi um dia feliz. Eu sei disso apesar de não ter saído de casa (nossa, me conte mais!) Não sei o porquê, mas senti um cheiro de plantas que era muito característico da casa da minha avó. Desci há um tempo pra dar uma olhada no quintal, daí senti este cheiro no caminho. Engraçado... Não tem rapadura, alfinim nem tabaco por aqui, mas o cheiro era exatamente o mesmo.
O bom desse tipo de sensação é que de alguma forma mostra que o mundo é bem menor que a gente imagina. Se você está bem longe de onde veio, como eu. Pense nisso: Se um cheiro se repete, por que não outras coisas?
sexta-feira, março 16, 2007
Rosa del ciel, vita del mondo
E degna prole di lui che l'universo affrena
Sol, che'l tutto circondi e'l tutto miri,
Dagli stellanti giri, dimmi,
Vedesti mai di me più lieto e fortunato amante?
Fu ben felice il giorno, mio ben, che pria ti vidi
E piú felice l'hora che per te sospirai,
poich'al mio sospirar tù sospirasti
Felicissimo il punto che la candida mano
Pegno di pura fede à me porgesti.
Se tanti cori avessi quanti occhi ha il ciel eterno
E quante chiome han questi colli amenni il verde maggio,
Tutti colmi sarieno e traboccanti
Di quel piacer ch'oggi mi fà contento.
In questo prato adorno
Ogni selvaggio nume Sovente hà per costume
Di far lieto soggiorno.
(de La Favola d'Orfeo, Claudio Monteverdi. Libretto por Alessandro Striggio.)
E degna prole di lui che l'universo affrena
Sol, che'l tutto circondi e'l tutto miri,
Dagli stellanti giri, dimmi,
Vedesti mai di me più lieto e fortunato amante?
Fu ben felice il giorno, mio ben, che pria ti vidi
E piú felice l'hora che per te sospirai,
poich'al mio sospirar tù sospirasti
Felicissimo il punto che la candida mano
Pegno di pura fede à me porgesti.
Se tanti cori avessi quanti occhi ha il ciel eterno
E quante chiome han questi colli amenni il verde maggio,
Tutti colmi sarieno e traboccanti
Di quel piacer ch'oggi mi fà contento.
In questo prato adorno
Ogni selvaggio nume Sovente hà per costume
Di far lieto soggiorno.
(de La Favola d'Orfeo, Claudio Monteverdi. Libretto por Alessandro Striggio.)
Dia 15.03.1985
Meu melhor amigo nasceu nessa data, e fez aniversário ontem.
Só pra constar como o cara é especial. A piaba mais coicenta do Cocó!
PARABÉNS JOÃO!!!
Só pra constar como o cara é especial. A piaba mais coicenta do Cocó!
PARABÉNS JOÃO!!!
quarta-feira, março 14, 2007
Reflexões sobre o Ideal
Ideal.
Cinco letrinhas e um ponto bonitinho, cretino também. Quando vejo grandes números de pessoas gosto de ficar pensando sobre o que elas pensam, e divagando sobre porque elas fazem o que fazem. E eu incluso no pacote, claro.
Não que me considere Freud, (apesar de também ser taurino - sofro desta mácula), mas acredito na capacidade da observação e da síntese. E tenho observado uma coisa interessantíssima sobre 'ideal'.
Lê-se e consome-se muito a idéia de uma estrutura perfeita, seja o que for: Afetiva (a primeira, quase sempre), financeira, espiritual, social, física... Tudo na mídia e nas artes gira em torno do refinamento, do perfeccionismo da situação humana - tendo esta como sempre incompleta e desejosa de algo irrealizável, lááá em cima.
O ideal é ter sempre dinheiro, é se relacionar com pessoas simultâneamente estáveis e criativas, é ter noções e oponiões que não existem em contradição; é ser você mesmo, mas ser sempre diplomático e saber respeitar a boa vizinhança, é ter orgulho mas não ser soberbo; é ter fé, mas ser racional.
Enquanto vejo as pessoas buscando se lapidar para o Alto, presto atenção também no que acontece entre este processo e a realidade que encaramos. O fato é que a perfeição, este ideal de mundo e humanidade impecáveis, é um conceito quase matemático, de tão hermeticamente impraticável que é.
Em algum ponto, para fazer o que se tem consensualmente como um bem, nós precisamos ser cretinos, falsos, violentos, usar de hipocrisia, manipulação de influência, sentimentos alheios, e todo um conjunto de coisas que são consideradas erradas. E por favor, não me diga que você não vê a relação entre um bem (maior, menor, XG, PPP, tanto faz) e, por exemplo, as famosas "mentirinhas de nada" ou mesmo o famoso "sacode-leão" (essa coisa de você ser bem violento verbal ou fisicamente com alguém que você realmente deseja que ouça o que você está dizendo e acredita ser o certo). Isso é ser bem ignorante e aquém a nossa própria existência.
A condição humana em si já começa como uma caixa de contradições infinitas, malucas. E eu acredito piamente que a busca desesperada por um ideal de perfeição totalmente simétrico e linear descreve a decadência total da harmonia do homem com a própria existência.
Não que se deva render à entropia todo o tempo, e deixar que as coisas aconteçam aleatoriamente, com os humores do sangue ou da lua; mas buscar ser o que não se é, e ter o que não se pode ter, às vezes, é mostrar com muita evidência a nossa triste incapacidade de aceitar como é bom ser quem se é e estar onde (e com quem) estamos.
O problema é quando a gente sái da moda, né?
Deus está no Céu, e o Diabo está nos detalhes...
Cinco letrinhas e um ponto bonitinho, cretino também. Quando vejo grandes números de pessoas gosto de ficar pensando sobre o que elas pensam, e divagando sobre porque elas fazem o que fazem. E eu incluso no pacote, claro.
Não que me considere Freud, (apesar de também ser taurino - sofro desta mácula), mas acredito na capacidade da observação e da síntese. E tenho observado uma coisa interessantíssima sobre 'ideal'.
Lê-se e consome-se muito a idéia de uma estrutura perfeita, seja o que for: Afetiva (a primeira, quase sempre), financeira, espiritual, social, física... Tudo na mídia e nas artes gira em torno do refinamento, do perfeccionismo da situação humana - tendo esta como sempre incompleta e desejosa de algo irrealizável, lááá em cima.
O ideal é ter sempre dinheiro, é se relacionar com pessoas simultâneamente estáveis e criativas, é ter noções e oponiões que não existem em contradição; é ser você mesmo, mas ser sempre diplomático e saber respeitar a boa vizinhança, é ter orgulho mas não ser soberbo; é ter fé, mas ser racional.
Enquanto vejo as pessoas buscando se lapidar para o Alto, presto atenção também no que acontece entre este processo e a realidade que encaramos. O fato é que a perfeição, este ideal de mundo e humanidade impecáveis, é um conceito quase matemático, de tão hermeticamente impraticável que é.
Em algum ponto, para fazer o que se tem consensualmente como um bem, nós precisamos ser cretinos, falsos, violentos, usar de hipocrisia, manipulação de influência, sentimentos alheios, e todo um conjunto de coisas que são consideradas erradas. E por favor, não me diga que você não vê a relação entre um bem (maior, menor, XG, PPP, tanto faz) e, por exemplo, as famosas "mentirinhas de nada" ou mesmo o famoso "sacode-leão" (essa coisa de você ser bem violento verbal ou fisicamente com alguém que você realmente deseja que ouça o que você está dizendo e acredita ser o certo). Isso é ser bem ignorante e aquém a nossa própria existência.
A condição humana em si já começa como uma caixa de contradições infinitas, malucas. E eu acredito piamente que a busca desesperada por um ideal de perfeição totalmente simétrico e linear descreve a decadência total da harmonia do homem com a própria existência.
Não que se deva render à entropia todo o tempo, e deixar que as coisas aconteçam aleatoriamente, com os humores do sangue ou da lua; mas buscar ser o que não se é, e ter o que não se pode ter, às vezes, é mostrar com muita evidência a nossa triste incapacidade de aceitar como é bom ser quem se é e estar onde (e com quem) estamos.
O problema é quando a gente sái da moda, né?
Deus está no Céu, e o Diabo está nos detalhes...
Querido diário,
hoje eu estou meio puto da vida porque não está chovendo no Rio de Janeiro. E entende-se que, quando a gente sái do semi-árido, a gente quer ver chuva. Não que não seja bom ter uns dias de sol na cidade-do-cartão-postal, mas está ficando muito quente. E eu volto a me sentir no semi-árido.
Também fiquei puto da vida quando um camarada quis me vender um refrigerante¹ de 600mL a 3 reais. Porra, três reais por aquele refrigerante? Meu cú! Não aceito isso mesmo.
Outro momento de fúria foi o relato de uma querida amiga sobre a relação da velha-nojenta (vizinha genérica e sem importância) com o saudável hábito de todo cantor e cantora de fazer seus vocalizes em casa. O negócio é que a garota é uma soprano lírico de proporções wagnerianas, como diria outro camarada wagneriano. O diabo da velha deve ter feito é macumba de inveja da voz desta referida moça. Odeio vizinho que odeia cantor.
¹: Não revelarei a marca da bebida. Querem que eu poste sua marca aqui no meu importantíssimo blog? Me paguem!
Também fiquei puto da vida quando um camarada quis me vender um refrigerante¹ de 600mL a 3 reais. Porra, três reais por aquele refrigerante? Meu cú! Não aceito isso mesmo.
Outro momento de fúria foi o relato de uma querida amiga sobre a relação da velha-nojenta (vizinha genérica e sem importância) com o saudável hábito de todo cantor e cantora de fazer seus vocalizes em casa. O negócio é que a garota é uma soprano lírico de proporções wagnerianas, como diria outro camarada wagneriano. O diabo da velha deve ter feito é macumba de inveja da voz desta referida moça. Odeio vizinho que odeia cantor.
¹: Não revelarei a marca da bebida. Querem que eu poste sua marca aqui no meu importantíssimo blog? Me paguem!
O Jeito Cearense de Ser Único!
Cearense não briga... ele risca a faca!
Cearense não vai em festa... ele cai na gandaia!
Cearense não vai com sede ao pote... ele vai dicumforça! /diku'fô:wsa/
Cearense não vai embora... ele vai pegá o beco!
Cearense não conserta... ele dá uma guaribada!
Cearense não bate... ele senta o sarrafo!
Cearense não sai pra confusão... ele sai pro balai de gato!
Cearense não bebe um drink... ele toma uma!
Cearense não joga fora... ele rebola no mato!
Cearense não discute... ele bota boneco!
Cearense não é sortudo... ele é cagado!
Cearense não corre... ele faz carrera!
Cearense não ri... ele se abre!
Cearense não brinca... ele fresca!
Cearense não compra garrafinha de cachaça... ele compra um celular!
Cearense não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Cearense não calça as sandália.... ele calça as opercata!
Cearense não morre... ele bate a biela! (???)
Cearense não exagera... ele alopra!
Cearense não percebe... ele dá fé!
Acabei de receber esta pequena pérola de cearês da minha mãe. Existem expressões aí que eu nem conhecia (gente, bater a biela, hahaha) e eu sou cearence da cabeça chata! Este, e outros textos me mostram como o povo da minha terra gosta de inventar moda na língua portuguesa. E eu adoro isso. É muito bom a gente ver que a mundiça é da putaria mermo!
Nada contra o praticante formal da belíssima língua portuguesa. Mas entendam, sem frescura nem viadage: Português está para cearês como espanhol para o catalão.
E tenho dito. (Num sabi?)
Cearense não vai em festa... ele cai na gandaia!
Cearense não vai com sede ao pote... ele vai dicumforça! /diku'fô:wsa/
Cearense não vai embora... ele vai pegá o beco!
Cearense não conserta... ele dá uma guaribada!
Cearense não bate... ele senta o sarrafo!
Cearense não sai pra confusão... ele sai pro balai de gato!
Cearense não bebe um drink... ele toma uma!
Cearense não joga fora... ele rebola no mato!
Cearense não discute... ele bota boneco!
Cearense não é sortudo... ele é cagado!
Cearense não corre... ele faz carrera!
Cearense não ri... ele se abre!
Cearense não brinca... ele fresca!
Cearense não compra garrafinha de cachaça... ele compra um celular!
Cearense não toma água com açúcar... ele toma garapa!
Cearense não calça as sandália.... ele calça as opercata!
Cearense não morre... ele bate a biela! (???)
Cearense não exagera... ele alopra!
Cearense não percebe... ele dá fé!
Acabei de receber esta pequena pérola de cearês da minha mãe. Existem expressões aí que eu nem conhecia (gente, bater a biela, hahaha) e eu sou cearence da cabeça chata! Este, e outros textos me mostram como o povo da minha terra gosta de inventar moda na língua portuguesa. E eu adoro isso. É muito bom a gente ver que a mundiça é da putaria mermo!
Nada contra o praticante formal da belíssima língua portuguesa. Mas entendam, sem frescura nem viadage: Português está para cearês como espanhol para o catalão.
E tenho dito. (Num sabi?)
segunda-feira, março 12, 2007
Coisas que eu não suporto no mundo da música
Existe uma lista infinita de coisas que podem deixar uma pessoa sã puta da vida com este universo de artistas, vou citar o que eu considero o TOP, o que mais me enche o saco (e o de um monte de outras pessoas também). Obviamente tudo aqui é tendenciado às vivências de um estudante de canto lírico:
* Gente com síndrome de estrela: Nada contra um tenor que dá um Mi4 de peito, ou mesmo um contratenor que alcance Dó7 com potência ou a comum sopranowagnerianospintosfogattocoloraturasoubrettedugazzonesposademaestroestrangeiroqueregeaorquestradabarsóvia, o meu problema é com aquele pessoal que se fecha na redominha do 'eu tenho talento' e passa a viver no mundo dos 'músicos talentosos especiais'. Graças a Deus que poucas pessoas sabem o que (e se) eu faço bem musicalmente, senão, já iam querer me incluir nesse troço. Não tem coisa pior do que uma Diva. Sério.
* Gente com síndrome de Mozart: Pior que a Diva, é a reencarnação de um gênio. Acho que já conheci uns vinte Mozarts que compoem melhor que Beethoven somado com Ravel e toques de Stravinski. Aquele tipinho que acha que tem ouvido absoluto, toca piano com uma venda nos olhos desde de os 6 anos e compôe desde os 3. Meu Deus. Isso é o fim da picada. É muita falta de sexo mesmo.
* Gente com síndrome de professor de canto: Esse realmente enche o saco. Não importa quão bem você esteja, quão relaxado, quão disposto... Esse tipo realmente acaba com a sua paciência. Vem aquele tipinho de falando "a sua voz precisa girar mais" ou "seu fá está meio mi". Meu cú. Se fosse professor de canto estaria cobrando pra falar, não concorda?
* Gente com síndrome de surdo: Não falo latim, meu alemão é podre, e meu francês é da roça. Mas sempre tive o cuidado de pronunciar as coisas direitinho. Transcrição fonética (e eu tive aula de fonética no segundo grau) serve pra isso, né? Agora cantar em um coro com uns camaradas pronunciando alemão como se fala 'porta' e 'carne' no interior de São Paulo dá nos nervos.
* "É meu concorrente!": Faz macumba, trata mal... Tem gente que pira o cabeção quando parece que você tem chance de concorrer com ela seja no que for. Pomba-Gira e Preto-Velho que se cuidem, a macumba na vela preta vai rolar com esse pessoal que vende a alma pra aparecer no palco!
* Contratenor com inveja da amiga soprano: Nem preciso descrever, né? Sujeito malha a filha-alheia até a morte porque não nasceu com a gargantinha acochada do jeito que queria.
* Instrumentista frustrado: Não soube cantar... Olha no que deu - Foi tocar tuba. Alguém já ouviu "concerto para tuba e orquestra"? Não? Nem eu! Nada contra quem toca qualquer instrumento que seja... Mas não me venham dizer que cantor não é músico. Isso é muita inveja de usar roupinha e aparecer no palco!
É isso, podem malhar.
* Gente com síndrome de estrela: Nada contra um tenor que dá um Mi4 de peito, ou mesmo um contratenor que alcance Dó7 com potência ou a comum sopranowagnerianospintosfogattocoloraturasoubrettedugazzonesposademaestroestrangeiroqueregeaorquestradabarsóvia, o meu problema é com aquele pessoal que se fecha na redominha do 'eu tenho talento' e passa a viver no mundo dos 'músicos talentosos especiais'. Graças a Deus que poucas pessoas sabem o que (e se) eu faço bem musicalmente, senão, já iam querer me incluir nesse troço. Não tem coisa pior do que uma Diva. Sério.
* Gente com síndrome de Mozart: Pior que a Diva, é a reencarnação de um gênio. Acho que já conheci uns vinte Mozarts que compoem melhor que Beethoven somado com Ravel e toques de Stravinski. Aquele tipinho que acha que tem ouvido absoluto, toca piano com uma venda nos olhos desde de os 6 anos e compôe desde os 3. Meu Deus. Isso é o fim da picada. É muita falta de sexo mesmo.
* Gente com síndrome de professor de canto: Esse realmente enche o saco. Não importa quão bem você esteja, quão relaxado, quão disposto... Esse tipo realmente acaba com a sua paciência. Vem aquele tipinho de falando "a sua voz precisa girar mais" ou "seu fá está meio mi". Meu cú. Se fosse professor de canto estaria cobrando pra falar, não concorda?
* Gente com síndrome de surdo: Não falo latim, meu alemão é podre, e meu francês é da roça. Mas sempre tive o cuidado de pronunciar as coisas direitinho. Transcrição fonética (e eu tive aula de fonética no segundo grau) serve pra isso, né? Agora cantar em um coro com uns camaradas pronunciando alemão como se fala 'porta' e 'carne' no interior de São Paulo dá nos nervos.
* "É meu concorrente!": Faz macumba, trata mal... Tem gente que pira o cabeção quando parece que você tem chance de concorrer com ela seja no que for. Pomba-Gira e Preto-Velho que se cuidem, a macumba na vela preta vai rolar com esse pessoal que vende a alma pra aparecer no palco!
* Contratenor com inveja da amiga soprano: Nem preciso descrever, né? Sujeito malha a filha-alheia até a morte porque não nasceu com a gargantinha acochada do jeito que queria.
* Instrumentista frustrado: Não soube cantar... Olha no que deu - Foi tocar tuba. Alguém já ouviu "concerto para tuba e orquestra"? Não? Nem eu! Nada contra quem toca qualquer instrumento que seja... Mas não me venham dizer que cantor não é músico. Isso é muita inveja de usar roupinha e aparecer no palco!
É isso, podem malhar.
sábado, março 10, 2007
Facts and myth
Fact:
Rio de Janeiro is hellishly hot
and dangerous
and expensive
but's still Rio de Janeiro!
Myth:
Christ the Redeemer is one of the new 7 world wonders
(Let's remember of Timbuktu, fellows!)
Rio de Janeiro is hellishly hot
and dangerous
and expensive
but's still Rio de Janeiro!
Myth:
Christ the Redeemer is one of the new 7 world wonders
(Let's remember of Timbuktu, fellows!)
Ah como é bom isso...
Há dias não chove e há dias não saio de casa no mais sentido sair de casa (tradução: Ir a algum lugar e aproveitar o trajeto.) Sempre cheio dos prazos e ainda por cima estou com uma motivação pós moderna.
Talvez seja essa coisa do aquecimento global, ou quem sabe o ciclo de reprodução das algas, ou mesmo o fato de que não dá pra chegar na lua com uma escadinha de madeira. Como isso pode ser bom? Ando muito emo...
Falando em emo, tem poucos dias que eu descobri o que significa essa palavra. Falo do sentido popular mesmo - rockeiro genérico de franjinha que quer se matar. Não sabia que o lance da franja era tão importante. Imaginava que tinha alguma coisa a ver com anime. Mas parece que não é só isso.
A novidade é que, provavelmente, um sem-número de rapazinhos vão começar a comprar chapinhas pra fazer as franjinhas. Que merda hein? Tem uma chapinha nova aí com turmalina. Sério - colocaram turmalina na chapinha. Já passam até esperma de búfalo no cabelo, agora é turmalina. Também tem chocolate, proteína de pérola... Fico imaginando se isso tudo tem algum efeito radioativo mutante que só vai mostrar as mazelas daqui uns oitenta anos.
E o que isso tem a ver com a produção da soja no RS e na minha vida? A vida é emo o hidrogênio é emo, lápis preto pra simular olheira é emo (e além disso é golpe baixo) e deixar de comer feijão pra ficar pálido também é emo (ou desculpa esfarrapada.)
Mudando drasticamente de assunto, faltam cinco dias pro meu melhor amigo fazer 22 anos. Eu espero que o cara goste da data, e, apesar de eu não estar por lá pra dar prejú nos salgadinhos ou no rodízio de pizza, eu espero que ele se lembre de mim como o santo de macumba que pede a primera mordida e o primeiro gole. Não, não, tô brincando.
Há dias não chove e há dias não saio de casa no mais sentido sair de casa (tradução: Ir a algum lugar e aproveitar o trajeto.) Sempre cheio dos prazos e ainda por cima estou com uma motivação pós moderna.
Talvez seja essa coisa do aquecimento global, ou quem sabe o ciclo de reprodução das algas, ou mesmo o fato de que não dá pra chegar na lua com uma escadinha de madeira. Como isso pode ser bom? Ando muito emo...
Falando em emo, tem poucos dias que eu descobri o que significa essa palavra. Falo do sentido popular mesmo - rockeiro genérico de franjinha que quer se matar. Não sabia que o lance da franja era tão importante. Imaginava que tinha alguma coisa a ver com anime. Mas parece que não é só isso.
A novidade é que, provavelmente, um sem-número de rapazinhos vão começar a comprar chapinhas pra fazer as franjinhas. Que merda hein? Tem uma chapinha nova aí com turmalina. Sério - colocaram turmalina na chapinha. Já passam até esperma de búfalo no cabelo, agora é turmalina. Também tem chocolate, proteína de pérola... Fico imaginando se isso tudo tem algum efeito radioativo mutante que só vai mostrar as mazelas daqui uns oitenta anos.
E o que isso tem a ver com a produção da soja no RS e na minha vida? A vida é emo o hidrogênio é emo, lápis preto pra simular olheira é emo (e além disso é golpe baixo) e deixar de comer feijão pra ficar pálido também é emo (ou desculpa esfarrapada.)
Mudando drasticamente de assunto, faltam cinco dias pro meu melhor amigo fazer 22 anos. Eu espero que o cara goste da data, e, apesar de eu não estar por lá pra dar prejú nos salgadinhos ou no rodízio de pizza, eu espero que ele se lembre de mim como o santo de macumba que pede a primera mordida e o primeiro gole. Não, não, tô brincando.
segunda-feira, março 05, 2007
Frustrações...
Hoje é um dia em que desejei muito mesmo ter uma lâmpada mágica com aquela parada de gênio que realiza desejos. Só três mesmo:
* Ser imune a todas aflições do corpo e da mente (traduzindo: Invunerabilidade a doenças, venenos, drogas, fome, sede, necessidade de respirar. E também a capacidade de nunca sentir depressão nem essas coisas).
*Capacidade de deslocamento livre entre espaço e tempo (teleporte, voar, voltar e avançar no tempo).
*Poder pra curar (o corpo e a mente das pessoas).
E dou-me por satisfeito.
* Ser imune a todas aflições do corpo e da mente (traduzindo: Invunerabilidade a doenças, venenos, drogas, fome, sede, necessidade de respirar. E também a capacidade de nunca sentir depressão nem essas coisas).
*Capacidade de deslocamento livre entre espaço e tempo (teleporte, voar, voltar e avançar no tempo).
*Poder pra curar (o corpo e a mente das pessoas).
E dou-me por satisfeito.
Overprotected Antichrist
Ops, lá foi ela de novo...
Britney Spears, um exemplo de cantora, um exemplo de pessoa mostrou mais uma vez que realmente abala tudo. Até o ridículo.
Acabei de ler em um site de fofocas que a queridinha "afirmou ser o anticristo (né coisa pouca não) enquanto esteve em uma clínica de reabilitação" e este incidente ocorreu no mesmo dia em que a diva quis dar adeus ao mundo cruél.
Muito chique tentou se enforcar com um lençol (provavelmente de seda, porque o anticristo não ia passar um simples cotton no seu pescocinho diabólico), mas pelo menos ela foi sincera enquanto surtava na clínica. Além da declaração (óbvia?) de ser o anticristo (né coisa pouca não), ela disse várias vezes "sou uma farsa!" Finalmente se assume.
É tão bom ver esse tipo de gente se ferrando... Ái é muito bom. E fãs alucinadas: Não pensem que se trata de inveja - gente, eu não vou tentar o fama, minha vibe é outra. E nem quero ser o novo ídolo do Brasil. Só o melhor tenor do mundo. Coisa pouca também. Mas o cargo de overprotected antichrist eu deixo pra nossa divinha pop que está louca tentando voltar pra mídia.
Evanescence que se cuide! Podem escrever: Ela vai abandonar as madeixas loiras, o look beach resort girl e partir pruma morenice mais emo e violenta, quem sabe um glam gothic e deixar as gatinhas do new metal tremendo. Afinal ela é o anticristo! Com 666 e tudo na testa! Não é coisa pouca não!!!
domingo, março 04, 2007
Endi dê óska gôws tu...
Eita diacho, a gente nem precisa assistir dez capítulos da p* de uma novela pra saber como a coisa é acéfala. Páginas da Vida, daquele escritor no mais estilo amor dos reis, o tal do Mane(l) Carlos novamente mostrou como a Globo e sua central criativa apostam na inteligência do brasileiro.
Pra começar, um papel principal, de destaque absurdo na mídia foi dado pra loirinha-para-hipertensos Grazi Massafera (quem não sabe quem ela é, pare de mentir e lembre-se do BBB que teve um gay vencedor. Lembrem, lembrem!) Ela não ganhou o referido BBB, mas caiu no gosto do brasileiro - que tanto zela por talento redondo, carnudo e loiro. Nada contra a menina e quero não estar errado, mas acredito que ELA não merecia uma chance tão magnífica de despontar na mídia assim. Não sou um ativista pelo direito do ator amador carioca (na realidade eu não sou ativista por nada carioca) mas acho que numa cidade como esta, com a maior produção de atores e atrizes de qualidade no Brasil, seria possível encontrar pelo menos umas dez que fariam uma Thelminha vinte vezes melhor que a ex-BBB ex-Miss.
Mas é isso: As feias que se fodam! As sapatonas que se fodam! Infelizmente é isso... Na "arte que interessa", você aí, gordinha, que terminou com a sua segunda namorada e acaba de adquirir o seu certificado de atriz nem na malhação tem vez como coadjuvante, a não ser que alguém da sua família os convença que você é cult.
Quem ainda tem o sonho Global é bom desistir da Globo, a não ser que você tenha o curriculum que realmente interessa: Heterossexual (ou bissexual mais heterossexual e cult), ex-Miss ou Mister alguma coisa e um poderoso pistolão por ali. O mercado da arte no Brasil é bem isso. É tendencioso, é burro, é ação-social de ricos para quase-ricos; é esmola jogada na sacola pro povão e muita, muita zona sul do Rio de Janeiro e suas "realidades".
Digo e repito: SOU BRASILEIRO E JÁ DESISTI. Não acredito no mercado artístico brasileiro, não acredito na política brasileira e não acredito em cultura brasileira (e nesse ponto eu me sinto menos ridículo dizendo que acredito em extra-terrestres daqueles grays que viajam pelo espaço em navezinhas que parecem dois duralex colados e pintados com spray de bicicleta cor prata.)
E a você, artista que deu o azar de nascer por aqui, lanço uma reflexão:
É melhor sair daqui de avião ou no lombo de um jumento?
(Hehehehe!)
(Agora eu digo que vale: MERDA! JOGUE MERDA NO VENTILADOOOR!!!)
Pra começar, um papel principal, de destaque absurdo na mídia foi dado pra loirinha-para-hipertensos Grazi Massafera (quem não sabe quem ela é, pare de mentir e lembre-se do BBB que teve um gay vencedor. Lembrem, lembrem!) Ela não ganhou o referido BBB, mas caiu no gosto do brasileiro - que tanto zela por talento redondo, carnudo e loiro. Nada contra a menina e quero não estar errado, mas acredito que ELA não merecia uma chance tão magnífica de despontar na mídia assim. Não sou um ativista pelo direito do ator amador carioca (na realidade eu não sou ativista por nada carioca) mas acho que numa cidade como esta, com a maior produção de atores e atrizes de qualidade no Brasil, seria possível encontrar pelo menos umas dez que fariam uma Thelminha vinte vezes melhor que a ex-BBB ex-Miss.
Mas é isso: As feias que se fodam! As sapatonas que se fodam! Infelizmente é isso... Na "arte que interessa", você aí, gordinha, que terminou com a sua segunda namorada e acaba de adquirir o seu certificado de atriz nem na malhação tem vez como coadjuvante, a não ser que alguém da sua família os convença que você é cult.
Quem ainda tem o sonho Global é bom desistir da Globo, a não ser que você tenha o curriculum que realmente interessa: Heterossexual (ou bissexual mais heterossexual e cult), ex-Miss ou Mister alguma coisa e um poderoso pistolão por ali. O mercado da arte no Brasil é bem isso. É tendencioso, é burro, é ação-social de ricos para quase-ricos; é esmola jogada na sacola pro povão e muita, muita zona sul do Rio de Janeiro e suas "realidades".
Digo e repito: SOU BRASILEIRO E JÁ DESISTI. Não acredito no mercado artístico brasileiro, não acredito na política brasileira e não acredito em cultura brasileira (e nesse ponto eu me sinto menos ridículo dizendo que acredito em extra-terrestres daqueles grays que viajam pelo espaço em navezinhas que parecem dois duralex colados e pintados com spray de bicicleta cor prata.)
E a você, artista que deu o azar de nascer por aqui, lanço uma reflexão:
É melhor sair daqui de avião ou no lombo de um jumento?
(Hehehehe!)
(Agora eu digo que vale: MERDA! JOGUE MERDA NO VENTILADOOOR!!!)
quinta-feira, março 01, 2007
Para meu Irmão.
"O rubor sanguinis
qui de excelso illo fluxisti,
quod Divinitas tetigit,
tu flos es,
quens hiems de flatu serpentis
nunquam laesit."
Poema de Hildegarde von Bingen
qui de excelso illo fluxisti,
quod Divinitas tetigit,
tu flos es,
quens hiems de flatu serpentis
nunquam laesit."
Poema de Hildegarde von Bingen
segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Por que as frases de efeito são tão legais?
"Perco o amigo, mas não perco a piada"
Qual será o grande motivador por trás do frasista compulsivo? Eu venho do mundo dos lentos, sou o moleque na última carteira da última fila e aquele que nunca jogou futebol no centro-avante (na realidade sim, é que eu odeio o referido esporte.) Então, como representante dos nerds, goonies e todos os caçulas penteadinhos e filhinhos da mamãe, vos digo: Não sei contar piada e não perco os amigos.
Gente! Minha própria frase de efeito, me corrijam se estiver errado!
"Perco o amigo, mas não perco a piada"
Qual será o grande motivador por trás do frasista compulsivo? Eu venho do mundo dos lentos, sou o moleque na última carteira da última fila e aquele que nunca jogou futebol no centro-avante (na realidade sim, é que eu odeio o referido esporte.) Então, como representante dos nerds, goonies e todos os caçulas penteadinhos e filhinhos da mamãe, vos digo: Não sei contar piada e não perco os amigos.
Gente! Minha própria frase de efeito, me corrijam se estiver errado!
domingo, fevereiro 25, 2007
(Delira, delira e ensaboa)
Oh Lord, won't you buy me a Mercedes-Benz? My friend - they don't got Porsches. But I want my own! Oh Lord, won't you buy me a plasma TV? Or even a big and hype disco house, oh oh oh...
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
Cáca + ventilador
Lembrando das neuras ao som de heavy metal e das camisas de box pretas com transfer do motörhead e afins, tenho uma luz engraçada sobre a busca da liberdade quando a gente é adolescente.
A moda é subverter: Se todo mundo é espírita, vamos ser satanistas. Se o barato é maconha, vou cheirar pó. Se todos concordam - eu jogo bosta no ventilador.
Tudo bem que quase todo mundo precise passar por essa vivência pra encontrar, de fato, personalidade, individualidade e noção de como se impor e defender socialmente. Nunca fui um grande entusiasta, no entanto.
Até aqui mesmo! Eu gosto de colocar um pouco de sulfato em cima dos meus textos, mas mesmo assim a coisa toda é muito sóbria apesar do teor de toxicidade. Afinal eu busco lucidês, não capacidade para impressionar. Toda brasa um dia apaga, mas você já viu uma pedra bem grande se apagando com uma brisa? (Me sentindo Pai-Mei.)
Campanha nacional: Deixemos o ventilador em paz. Ele já vive tão sujo...
A moda é subverter: Se todo mundo é espírita, vamos ser satanistas. Se o barato é maconha, vou cheirar pó. Se todos concordam - eu jogo bosta no ventilador.
Tudo bem que quase todo mundo precise passar por essa vivência pra encontrar, de fato, personalidade, individualidade e noção de como se impor e defender socialmente. Nunca fui um grande entusiasta, no entanto.
Até aqui mesmo! Eu gosto de colocar um pouco de sulfato em cima dos meus textos, mas mesmo assim a coisa toda é muito sóbria apesar do teor de toxicidade. Afinal eu busco lucidês, não capacidade para impressionar. Toda brasa um dia apaga, mas você já viu uma pedra bem grande se apagando com uma brisa? (Me sentindo Pai-Mei.)
Campanha nacional: Deixemos o ventilador em paz. Ele já vive tão sujo...
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Carnaval carioca
Falam tanto do carnaval por aqui, meu Deus, há de ser muito bom, né? Será que eu vou gostar? Tudo bem que meu clima não tá em nada pra samba e essas paradas - mas não custa dar uma chance.
Deve ser legal, deve, deve...
Deve ser legal, deve, deve...
sábado, fevereiro 10, 2007
Garoto de seis anos arrastado por sete quilômetros num assalto
A criança ficou presa no cinto de segurança, os assaltantes não se deram ao trabalho de remôve-la, e o garotinho foi sendo levado em alta velocidade por sete quilômetros na zona norte do RJ. Quatorze ruas e quatro bairros. Foi uma das mortes mais horríveis que alguém poderia ter.
O agravante é que houve omissão da polícia, e, os moradores e outras pessoas que viram tudo, imploraram, fizeram de tudo pro carro parar. Deve ter sido a visão do inferno. Sinceramente...
Agora, não que eu não ache absurdo o assassinato de um garoto de seis anos de idade segundo filho de uma mãe que, com certeza, deu duro na vida. De uma mãe jovem, provavelmente sonhadora, cheia de projetos pro seu filho...
Mas eu convido a uma reflexão: Por quê? Por que as pessoas fazem isso?
Os responsáveis eram sujeitos jovens, mal tinham saído da adolescência ou ainda estavam passando por ela. Todos magros, esquálidos, desempregados, provavelmente sem o nível básico de estudo completo, e com o agravante muito possível de adicção em drogas. E provavelmente nos sobe-e-desce do morro onde vivem devem ter visto coisas tão ou mais horrorosas do que este inferno que foi noticiado, e não vai sair da mente das pessoas tão cedo. Quiçá nunca - Talvez isso marque mais uma vez o rosto do Rio de Janeiro com sangue e ódio.
Porém continuo me perguntando porque essa notícia assusta mais que a vida péssima que as pessoas da classe pobre vivem. O que me parece é que a compaixão do carioca - do BRASILEIRO, é muito, mas muito tendenciosa. O pretinho, magrelo, marginal é mal por natureza - aspira à penitenciária como um dom profano que lhe assiste desde a hora do nascimento.
Era como se todos fossem maus por opção, por educação (ou falta dela.)
Sinceramente, falando de coração mesmo: Se eu fosse um pé-rapado, discriminado por deus e o diabo pela cor da minha pele, não tivesse dinheiro pra comer, estudar ou ter uma fonte de alegria ou prazer, fosse feio pra caralho e tivesse uma família desiquilibrada, não tivesse conforto, paz nem nada disso, muito facilmente iria procurar um placebo, um anestésico. E logo logo estaria nas drogas, com a facilidade que isto acontece nas favelas, (sejam do Rio ou de qualquer lugar.)
Obviamente eu precisaria de dinheiro pra sustentar meu anestésico - e já que ninguém "lá de baixo" (os brancos ricos, bem-vestidos e sádicos) me dá um emprego, me ajuda a estudar; e além de não se importar comigo ou com os meus, me humilha, me despreza, e o faz com todas as pessoas do meu convívio. Então eu passaria a odiá-los. Eles tem tudo, e fazem muito pouco para tê-lo. Muitos tem todo aquele luxo e toda aquela vida abençoada de nascença. E eu? Então eu iria tomar deles.
É claro que não é só pedir que eles dão. Eles fazem jiu-jitsu, eles tem tazers, seguranças, escutas, carros com blindagem, sprays de pimenta... Eu iria ter que convencê-los a me dar aquele dinheiro. Tanto pra minha erva ou pedra, como para o meu sustento.
Esta é a estrutura: O Brasil, e principalmente representado pela sua mais confusa capital, é um país de desigualdades impressionantes. É um país titânico, de difícil administração. E como o brasileiro ainda permanece com o pensamento da colônia, e não herdou dos gringos nada bom sobre pensamento nacionalista e 'o meu país' (aqui é 'antes que chorem os meus, chorem os seus'.)
Um toma do outro, seja pelos impostos, seja pelo controle do capital intelectual, pela concentração de renda ou pelos AR-15, pistolas, facas, crack, cocaína ou seja qual for o método IGUALMENTE subversivo utilizado pelos moradores de baixo ou de cima.
Lembrando que não estou culpando a capital do Rio de Janeiro por nada disso. De onde venho, Fortaleza, existem crimes tão ou mais diabólicos como este citado. O que me chama a atenção no Rio de Janeiro, como uma megápole, é o modus operandi da coisa. Não falo do crime dos neo-escravos isoladamente. Mas toda a estrutura.
Era como se 'Rio de Janeiro' fossem realmente mais de uma cidade, mais de um mundo. Tudo muito bem estruturado e definido. Barões de um lado, escravos de outro. Escravos vivendo seu inferno e os filhos bem-nascidos dos barões sofrendo suas baixas como um sacrifício de sangue e vísceras para aplacar uma fera sedenta.
E tudo se expôe, porque a cidade foi repartida em vários meios sem campos neutros. Tudo é mídia virulenta, tudo é ultra-violento.
Mas a preocupação não é dar estruturas de vida para as pessoas carentes, não é direcioná-las a um mercado de trabalho ou um papel social, não é dar dignidade ou conforto a estas pessoas. É torturá-las, vingar-se delas. Afinal são apenas negros e paraíbas que me roubam e matam meu filho caçula.
A preocupação, a primeira delas, é BAIXAR A PORRA DA MAIORIDADE PENAL. É isto que vai RESOLVER, é isto que vai CONSERTAR a BIROSCA desta e de outras cidades. Porque não PENA DE MORTE ou EXECUÇÕES EM MASSA também? Chacinas como a da Candelária podiam ser praticadas diáriamente nos morros - afinal pra que eles, os pretos favelados servem, né?
É o velho pensamento do venha a nós e ao vosso reino nada. Resolva MEU problema AGORA, e ponto final.
E lhes digo onde está o problema: Está no seu apartamento de 2.000.000 de reais, nos seus 4 carros importados, nos seus 3 filhos estudando na Royal University de Londres, está na sua esposa que compra Thyffany e H. Stern e vai ao Werner uma vez por semana e acha pouco, está neste luxo, desta disparidade descontrolada, nessa sonegação ÉTICA que acontece com os favorecidos. Está na super importância dada aos empregos formais, nas imunidades e vantagens dos políticos, na estrutura das grandes empresas - na mente de um povo inteiro.
A mídia gosta muito de pintar esta cena:
Cinco crianças, uma de cada lugar do Brasil, de mãos dadas, como se realmente se respeitassem e compreendessem, dando a idéia de um Brasil unido e funcional.
Sabemos que não é assim, os pretos são sempre perigosos, e os paraíbas são 'víboras' como li uma frustrada declaração pixada em uma parede paulistana.
As 'crianças' brasileiras, este símbolo de pureza, na realidade estão fechadas em seus colégios exclusivos para filhos de pessoas ultra ricas que não pagam impostos proporcionais enquanto as 'pestinhas' estão nas ruas com bicho de pé e lombrigas.
É disso que falo: É DESIGUAL, ISTO É DESUMANO!
Não é a morte de uma criança sendo arrastada que deve nos alarmar, e sim a morte, tanto física e social de várias por NEGLIGÊNCIA, APATIA E INTOLERÂNCIA.
Não vou sugerir um chega - afinal revolução é brega, e sempre é mais interessante assistir a novela das oito do que querer dar jeito no mundo. O brasileiro é um povo apático e indiferente por natureza.
Mas aqui vai meu desabafo: Calem a boca, e cuidem das suas vidas. Morreu, e a verdade é que ninguém dá a mínima se não aparece na TV. Tá na moda ter 'responsabilidade social.' Volte pra igreja, compre seu novo carro, e continue sonhando com o impossível. E vocês odiaram o nazismo.... *Hmpf*
O agravante é que houve omissão da polícia, e, os moradores e outras pessoas que viram tudo, imploraram, fizeram de tudo pro carro parar. Deve ter sido a visão do inferno. Sinceramente...
Agora, não que eu não ache absurdo o assassinato de um garoto de seis anos de idade segundo filho de uma mãe que, com certeza, deu duro na vida. De uma mãe jovem, provavelmente sonhadora, cheia de projetos pro seu filho...
Mas eu convido a uma reflexão: Por quê? Por que as pessoas fazem isso?
Os responsáveis eram sujeitos jovens, mal tinham saído da adolescência ou ainda estavam passando por ela. Todos magros, esquálidos, desempregados, provavelmente sem o nível básico de estudo completo, e com o agravante muito possível de adicção em drogas. E provavelmente nos sobe-e-desce do morro onde vivem devem ter visto coisas tão ou mais horrorosas do que este inferno que foi noticiado, e não vai sair da mente das pessoas tão cedo. Quiçá nunca - Talvez isso marque mais uma vez o rosto do Rio de Janeiro com sangue e ódio.
Porém continuo me perguntando porque essa notícia assusta mais que a vida péssima que as pessoas da classe pobre vivem. O que me parece é que a compaixão do carioca - do BRASILEIRO, é muito, mas muito tendenciosa. O pretinho, magrelo, marginal é mal por natureza - aspira à penitenciária como um dom profano que lhe assiste desde a hora do nascimento.
Era como se todos fossem maus por opção, por educação (ou falta dela.)
Sinceramente, falando de coração mesmo: Se eu fosse um pé-rapado, discriminado por deus e o diabo pela cor da minha pele, não tivesse dinheiro pra comer, estudar ou ter uma fonte de alegria ou prazer, fosse feio pra caralho e tivesse uma família desiquilibrada, não tivesse conforto, paz nem nada disso, muito facilmente iria procurar um placebo, um anestésico. E logo logo estaria nas drogas, com a facilidade que isto acontece nas favelas, (sejam do Rio ou de qualquer lugar.)
Obviamente eu precisaria de dinheiro pra sustentar meu anestésico - e já que ninguém "lá de baixo" (os brancos ricos, bem-vestidos e sádicos) me dá um emprego, me ajuda a estudar; e além de não se importar comigo ou com os meus, me humilha, me despreza, e o faz com todas as pessoas do meu convívio. Então eu passaria a odiá-los. Eles tem tudo, e fazem muito pouco para tê-lo. Muitos tem todo aquele luxo e toda aquela vida abençoada de nascença. E eu? Então eu iria tomar deles.
É claro que não é só pedir que eles dão. Eles fazem jiu-jitsu, eles tem tazers, seguranças, escutas, carros com blindagem, sprays de pimenta... Eu iria ter que convencê-los a me dar aquele dinheiro. Tanto pra minha erva ou pedra, como para o meu sustento.
Esta é a estrutura: O Brasil, e principalmente representado pela sua mais confusa capital, é um país de desigualdades impressionantes. É um país titânico, de difícil administração. E como o brasileiro ainda permanece com o pensamento da colônia, e não herdou dos gringos nada bom sobre pensamento nacionalista e 'o meu país' (aqui é 'antes que chorem os meus, chorem os seus'.)
Um toma do outro, seja pelos impostos, seja pelo controle do capital intelectual, pela concentração de renda ou pelos AR-15, pistolas, facas, crack, cocaína ou seja qual for o método IGUALMENTE subversivo utilizado pelos moradores de baixo ou de cima.
Lembrando que não estou culpando a capital do Rio de Janeiro por nada disso. De onde venho, Fortaleza, existem crimes tão ou mais diabólicos como este citado. O que me chama a atenção no Rio de Janeiro, como uma megápole, é o modus operandi da coisa. Não falo do crime dos neo-escravos isoladamente. Mas toda a estrutura.
Era como se 'Rio de Janeiro' fossem realmente mais de uma cidade, mais de um mundo. Tudo muito bem estruturado e definido. Barões de um lado, escravos de outro. Escravos vivendo seu inferno e os filhos bem-nascidos dos barões sofrendo suas baixas como um sacrifício de sangue e vísceras para aplacar uma fera sedenta.
E tudo se expôe, porque a cidade foi repartida em vários meios sem campos neutros. Tudo é mídia virulenta, tudo é ultra-violento.
Mas a preocupação não é dar estruturas de vida para as pessoas carentes, não é direcioná-las a um mercado de trabalho ou um papel social, não é dar dignidade ou conforto a estas pessoas. É torturá-las, vingar-se delas. Afinal são apenas negros e paraíbas que me roubam e matam meu filho caçula.
A preocupação, a primeira delas, é BAIXAR A PORRA DA MAIORIDADE PENAL. É isto que vai RESOLVER, é isto que vai CONSERTAR a BIROSCA desta e de outras cidades. Porque não PENA DE MORTE ou EXECUÇÕES EM MASSA também? Chacinas como a da Candelária podiam ser praticadas diáriamente nos morros - afinal pra que eles, os pretos favelados servem, né?
É o velho pensamento do venha a nós e ao vosso reino nada. Resolva MEU problema AGORA, e ponto final.
E lhes digo onde está o problema: Está no seu apartamento de 2.000.000 de reais, nos seus 4 carros importados, nos seus 3 filhos estudando na Royal University de Londres, está na sua esposa que compra Thyffany e H. Stern e vai ao Werner uma vez por semana e acha pouco, está neste luxo, desta disparidade descontrolada, nessa sonegação ÉTICA que acontece com os favorecidos. Está na super importância dada aos empregos formais, nas imunidades e vantagens dos políticos, na estrutura das grandes empresas - na mente de um povo inteiro.
A mídia gosta muito de pintar esta cena:
Cinco crianças, uma de cada lugar do Brasil, de mãos dadas, como se realmente se respeitassem e compreendessem, dando a idéia de um Brasil unido e funcional.
Sabemos que não é assim, os pretos são sempre perigosos, e os paraíbas são 'víboras' como li uma frustrada declaração pixada em uma parede paulistana.
As 'crianças' brasileiras, este símbolo de pureza, na realidade estão fechadas em seus colégios exclusivos para filhos de pessoas ultra ricas que não pagam impostos proporcionais enquanto as 'pestinhas' estão nas ruas com bicho de pé e lombrigas.
É disso que falo: É DESIGUAL, ISTO É DESUMANO!
Não é a morte de uma criança sendo arrastada que deve nos alarmar, e sim a morte, tanto física e social de várias por NEGLIGÊNCIA, APATIA E INTOLERÂNCIA.
Não vou sugerir um chega - afinal revolução é brega, e sempre é mais interessante assistir a novela das oito do que querer dar jeito no mundo. O brasileiro é um povo apático e indiferente por natureza.
Mas aqui vai meu desabafo: Calem a boca, e cuidem das suas vidas. Morreu, e a verdade é que ninguém dá a mínima se não aparece na TV. Tá na moda ter 'responsabilidade social.' Volte pra igreja, compre seu novo carro, e continue sonhando com o impossível. E vocês odiaram o nazismo.... *Hmpf*
Um sábado aí...
Minha professora ainda está sendo bonita na Índia e eu me aventurando na gogózeira esses dias. Percebi como sou porra-louca com minha voz. A impaciência com aqueles exercícios cretinos, e o célebre pavor de vizinhos me torna um shower singer por falta de cara-de-pau pra ficar no 'ma-ma-ma mi-mi-mi' o dia todo. Mas venho fazendo progressos.
Gente, cantar é muito chato!
Vou tocar pandeiro!
Gente, cantar é muito chato!
Vou tocar pandeiro!
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Sarajane Fotonovelas
Humorzinho sádico, safado mas muito bom. Você ri que chora.
Bons tempos...
Confira a história de Bimba, um leãozinho muito glam na batalha pelo trono real contra Scarlet, sua tia maricona. Que Rei Leão o que!
O negócio é GAY!
O GAY LEÃO
Tente não se divertir demais!
(Conteúdo impróprio para pessoas que acham a palavra 'porra' feia.)
Bons tempos...
Confira a história de Bimba, um leãozinho muito glam na batalha pelo trono real contra Scarlet, sua tia maricona. Que Rei Leão o que!
O negócio é GAY!
O GAY LEÃO
Tente não se divertir demais!
(Conteúdo impróprio para pessoas que acham a palavra 'porra' feia.)
...eu não dormi
Do dia seis pro dia sete eu não dormi. Pra chegar no Galeão às 7 da manhã do dia 7 é complicado sabe? É complicado...
sábado, fevereiro 03, 2007
Warum?
Por que eu demorei tanto a postar novamente aqui?
Sou um cara rígido, sistemático, materialista e normalmente frio (engraçado. Nem acredito que escrevi 'frio', mas preciso assumir, por mais que não ache que o seja) logo a minha estadia no mundo real por tempo excessivo me consumiu o tédio necessário para a composição blogária.
Precisava de um ócio calmo pra descer as linhas - mas não sou um hamster (cuja função social é ser bonitinho) e sim um cara (não só o rosto), e os caras tem que fazer coisas.
Desculpe(m) caro(s) leitor(es).
(Sonha, Alice!)
Sou um cara rígido, sistemático, materialista e normalmente frio (engraçado. Nem acredito que escrevi 'frio', mas preciso assumir, por mais que não ache que o seja) logo a minha estadia no mundo real por tempo excessivo me consumiu o tédio necessário para a composição blogária.
Precisava de um ócio calmo pra descer as linhas - mas não sou um hamster (cuja função social é ser bonitinho) e sim um cara (não só o rosto), e os caras tem que fazer coisas.
Desculpe(m) caro(s) leitor(es).
(Sonha, Alice!)
Homenagem
Aos momentos de inspiração despretensiosa e das caminhadas sem calçados até a esquina de casa só p'ra ver o tempo passar.
O vício do preciosismo
Nunca fui muito adepto de simplificar as coisas. Gosto de retórica, gramática, conhecimento e criatividade. Como é de se perceber sou um grande adepto de textos longos e extremamente descritivos. O problema é que às vezes a explicação faz o próprio texto se perder. Daí eu começo a falar de música e o porquê de eu ter parado de comentar em fóruns sobre o assunto.
Eu já sei pouco, e normalmente me volto a essas discussões pra ver se aprendo alguma coisa. Mas sinceramente, a cada linha que leio fico mais confuso, e mais convicto de que a opinião de um leigo vale ouro.
Certa vez, ele, que apesar de não participar da minha jornada musical ativamente, normalmente dá a suas valiosas pinceladas sobre o assunto. E nesta 'vez' eu estava falando justamente sobre os excessos de classificações e tipificações que existem no universo vocal.
Pra quem não sabe do que estou falando, aí vai uma breve síntese do que seria o 'básico':
"Na música, os instrumentos se dividem basicamente em três categorias no tocante a 'altura' (freqüencia relativa dos sons e região sonora) - Aguda, média e grave. Igualmente acontece com as vozes humanas, criando hipoteticamente seis tipos básicos de voz, que seriam, do mais agudo (alto) ao mais grave (baixo) - Soprano, meio-soprano, (contr)alto, tenor, barítono e baixo."
Até aqui já está bem complicado: Então temos seis tipos de voz humanas. Duas mais agudas, duas médias e duas graves.
Mas não pára por aí. Cada voz, individualmente, reserva mais nuânces. Existem vozes agudas 'graves' e vozes graves 'leves, aveludadas'. Ok, isso é justo. Cada qual é único, com seus próprios talentos e super-poderes da Marvel.
O negócio é que tem gente que complica isso TANTO, TANTO que termina por impossibilitar a comunicação musical. Cada um 'acredita' nas classificações que 'quer' e todos se dão por satisfeitos. Ou ficam se degladiando por aí sobre 'coloratura' e 'wagneriano ou não'.
Então um leigo me diz: 'Eu acho que essas classificações são reais, mas uma voz não se resume a simplesmente um caráter. Acredito que se situam em um 'espaço' entre uma coisa e outra, podem exprimir tanto isso como aquilo, o que estiver 'próximo' do seu 'centro'.' Em resumo - uma única voz pode, em sua capacidade mórfica natural e criatividade do intérprete, encarnar mais de um caráter timbrístico com segurança. Como o diabo Maria Callas disse aí num desses master-classes chiques: 'Hoje em dia classificam as vozes de acordo com o que elas NÃO podem fazer. No meu tempo 'soprano' era 'soprano' e ponto final'. Ok, ela se estrepou muito por causa desse pensamento. Mas a grande pulga coloratura-wagneriana continua atrás da minha orelha.
ATÉ QUE PONTO A CLASSIFICAÇÃO VOCAL NA MÚSICA ERUDITA É VÁLIDA? ONDE ISSO SE TORNA MERO PRECIOSISMO RETÓRICO?
Impressão pessoal: Eu sou um tenor. Tenho 20 anos, logo minha voz esta ali, bem moleca. Apesar disso, minha laringe já mostra suas façanhas, e posso dizer que ligeirinho é a mãe. Mas ainda existe um 'q' de -inho na minha voz. Que se perde totalmente quando abro o gogó em canções de Schubert ou árias de operettas. Nunca senti nada errado.
E aí gente? Chega de Royal University e as teorias malucas dos gringos?
Eu já sei pouco, e normalmente me volto a essas discussões pra ver se aprendo alguma coisa. Mas sinceramente, a cada linha que leio fico mais confuso, e mais convicto de que a opinião de um leigo vale ouro.
Certa vez, ele, que apesar de não participar da minha jornada musical ativamente, normalmente dá a suas valiosas pinceladas sobre o assunto. E nesta 'vez' eu estava falando justamente sobre os excessos de classificações e tipificações que existem no universo vocal.
Pra quem não sabe do que estou falando, aí vai uma breve síntese do que seria o 'básico':
"Na música, os instrumentos se dividem basicamente em três categorias no tocante a 'altura' (freqüencia relativa dos sons e região sonora) - Aguda, média e grave. Igualmente acontece com as vozes humanas, criando hipoteticamente seis tipos básicos de voz, que seriam, do mais agudo (alto) ao mais grave (baixo) - Soprano, meio-soprano, (contr)alto, tenor, barítono e baixo."
Até aqui já está bem complicado: Então temos seis tipos de voz humanas. Duas mais agudas, duas médias e duas graves.
Mas não pára por aí. Cada voz, individualmente, reserva mais nuânces. Existem vozes agudas 'graves' e vozes graves 'leves, aveludadas'. Ok, isso é justo. Cada qual é único, com seus próprios talentos e super-poderes da Marvel.
O negócio é que tem gente que complica isso TANTO, TANTO que termina por impossibilitar a comunicação musical. Cada um 'acredita' nas classificações que 'quer' e todos se dão por satisfeitos. Ou ficam se degladiando por aí sobre 'coloratura' e 'wagneriano ou não'.
Então um leigo me diz: 'Eu acho que essas classificações são reais, mas uma voz não se resume a simplesmente um caráter. Acredito que se situam em um 'espaço' entre uma coisa e outra, podem exprimir tanto isso como aquilo, o que estiver 'próximo' do seu 'centro'.' Em resumo - uma única voz pode, em sua capacidade mórfica natural e criatividade do intérprete, encarnar mais de um caráter timbrístico com segurança. Como o diabo Maria Callas disse aí num desses master-classes chiques: 'Hoje em dia classificam as vozes de acordo com o que elas NÃO podem fazer. No meu tempo 'soprano' era 'soprano' e ponto final'. Ok, ela se estrepou muito por causa desse pensamento. Mas a grande pulga coloratura-wagneriana continua atrás da minha orelha.
ATÉ QUE PONTO A CLASSIFICAÇÃO VOCAL NA MÚSICA ERUDITA É VÁLIDA? ONDE ISSO SE TORNA MERO PRECIOSISMO RETÓRICO?
Impressão pessoal: Eu sou um tenor. Tenho 20 anos, logo minha voz esta ali, bem moleca. Apesar disso, minha laringe já mostra suas façanhas, e posso dizer que ligeirinho é a mãe. Mas ainda existe um 'q' de -inho na minha voz. Que se perde totalmente quando abro o gogó em canções de Schubert ou árias de operettas. Nunca senti nada errado.
E aí gente? Chega de Royal University e as teorias malucas dos gringos?
terça-feira, janeiro 23, 2007
A música mais linda do mundo
Meine Ruh ist hin,
Mein Herz ist schwer;
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Wo ich ihn nicht hab,
Ist mir das Grab,
Die ganze Welt
Ist mir vergällt.
Mein armer Kopf
Ist mir verrückt,
Meiner armer Sinn
Ist mir zerstückt.
Meine Ruh ist hin,
Mein Herz ist schwer,
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Nach ihm nur schau ich
Zum Fenster hinaus,
Nach ihm nur geh ich
Aus dem Haus.
Sein hoher Gang,
Sein edle Gestalt,
Seines Mundes Lächeln,
Seiner Augen Gewalt,
Und seiner Rede
Zauberfluß,
Sein Händedruck,
Und ach! sein Kuß!
Meine Ruh ist hin,
Mein Herz ist schwer,
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Mein Busen drängt
Sich nach ihm hin,
Ach dürft ich fassen
Und halten ihn,
Und küssen ihn,
So wie ich wollt,
An seinen Küssen
Vergehen sollt!
Este poema pertence ao Fausto de Goethe, e pertence ao texto de Gretchem. Esta passagem acontece enquanto a fulana está sozinha em sua fiadeira, perdida em seus pensamentos de amor e desespero. A música que foi feita sobre este poema, por Franz Schubert, é uma das mais comoventes que eu já ouvi. Gundula Janowitz emprestou à canção uma das mais espetaculares interpretações no mundo das Lieder. Esta é minha canção preferida ^^
Mein Herz ist schwer;
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Wo ich ihn nicht hab,
Ist mir das Grab,
Die ganze Welt
Ist mir vergällt.
Mein armer Kopf
Ist mir verrückt,
Meiner armer Sinn
Ist mir zerstückt.
Meine Ruh ist hin,
Mein Herz ist schwer,
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Nach ihm nur schau ich
Zum Fenster hinaus,
Nach ihm nur geh ich
Aus dem Haus.
Sein hoher Gang,
Sein edle Gestalt,
Seines Mundes Lächeln,
Seiner Augen Gewalt,
Und seiner Rede
Zauberfluß,
Sein Händedruck,
Und ach! sein Kuß!
Meine Ruh ist hin,
Mein Herz ist schwer,
Ich finde sie nimmer
und nimmermehr.
Mein Busen drängt
Sich nach ihm hin,
Ach dürft ich fassen
Und halten ihn,
Und küssen ihn,
So wie ich wollt,
An seinen Küssen
Vergehen sollt!
Este poema pertence ao Fausto de Goethe, e pertence ao texto de Gretchem. Esta passagem acontece enquanto a fulana está sozinha em sua fiadeira, perdida em seus pensamentos de amor e desespero. A música que foi feita sobre este poema, por Franz Schubert, é uma das mais comoventes que eu já ouvi. Gundula Janowitz emprestou à canção uma das mais espetaculares interpretações no mundo das Lieder. Esta é minha canção preferida ^^
sábado, janeiro 20, 2007
domingo, novembro 19, 2006
Boring sunday...
Sunday is boring, my hours are emotionless
freakest the things I do, are pointless
soon there'll be tvs and radio, I know
but let me not watch
let them know
that I'm glad to, oh...
Dreaming, I'm not dreaming
I get up and I find that I'm really
In a boring sunday!
Boooooooooooooooooooooooooooooooring sunday!
Sunday is boring, my hours are emotionless
freakest the things I do, are pointless
soon there'll be tvs and radio, I know
but let me not watch
let them know
that I'm glad to, oh...
Dreaming, I'm not dreaming
I get up and I find that I'm really
In a boring sunday!
Boooooooooooooooooooooooooooooooring sunday!
SERVIÇO MUSICAL DOS MALDITOS KOBOLDS
KOBOLD COMPANY S.A (TRADEMARK FAERÛNIANA CONFIRMA)
Tendo em base 'Lá 3' (440 Hertz)
Os campeões em afinação são, (maior incidência de 'luz verde' durante todas as regiões do registro vocal):
Gundula Janowitz
Marília Vargas
Fritz Wunderlich
(Descobri isso com o afinador eletrônico dele)
Hehehehehe!
Parabéns aos vencedores!!!
Tendo em base 'Lá 3' (440 Hertz)
Os campeões em afinação são, (maior incidência de 'luz verde' durante todas as regiões do registro vocal):
Gundula Janowitz
Marília Vargas
Fritz Wunderlich
(Descobri isso com o afinador eletrônico dele)
Hehehehehe!
Parabéns aos vencedores!!!
sábado, novembro 18, 2006
mais um sobre 'pessoas'
Destinando-se às pessoas, insisto em escrever sobre elas mesmas. Queria ter mais do que falar, porém talvez seja natural que se desenvolva o que nos chama atenção. E o que anda me chamando atenção são elas, as pessoas. Na realidade eu estou mais interessado em discutir um perfil específico de pessoa. O 'poser'. Cara, como eu odeio gente 'poser'... (Daqui pra frente vou tirar as aspas).
Existe muito p'ra se falar desses tipos, e eu não tenho muito interesse em passar o dia nisso. Só registrar a minha tristeza por isso... Pessoas que se vestem com algum arquétipo (ou como sempre um anti-arquétipo) e vivem em busca de aprimorar o personagem para deixar mais pessoas frustradas, diminuídas, e isso, e aquilo lá...
Hoje aconteceu uma coisa interessante: Estava no meu ritual de limpeza kármica (tirando um monte de gente da minha lista do Orkut), e antes de remover os sujeitos, lia seus perfis para confirmar o motivo da exclusão. Então vi quantas vezes aquilo se repetia, coisas phodasticas e altamente cult escritas nos perfis, vários depoimentos cult e in e um monte de comunidades herméticas para definir o grau de qualidade dessas pessoas. Então o relógio parou e tive um pensamento tosco.
Eu devo ser muito sem graça. Sério, sem graça mesmo. Meu perfil é simples e cheio de frases fáceis (só uma temporária em inglês), meus amigos não pintam o cabelo de azul, nem viajam todo ano pra Londres (a maioria nunca saiu da cidade onde mora) e muito menos eu posso ser descrito como especialista em alguma coisa. Então pensei que tinha removido da minha lista as pessoas que me causam despeito, consequentemente mal-estar por não ser tão bom como elas.
Então a lucidês voltou e eu me toquei que isso tudo era balela mesmo. Fiz a coisa certa: Não gostei do que li, então não tenho razões pra ler de novo. Eu não gosto de gente metida. A verdade é essa. Tenho um histórico terrível (e bota macabro nisso) com gente assim, e as coisas só parecem piorar. Levo pro pessoal, fico magoado, não deixo passar...
Recentemente houve uma discussão em uma comunidade de música que participo sobre erros comuns que pessoas desinformadas comentem, e fazem afirmações absurdas sobre técnica e estética musical. E os membros da comunidade (automaticamente revestindo-se do álibi do conhecimento) se viram no direito de citar e xacotar em cima dessas pessoas - como se nunca tivessem errado! E, usando de sua cooltíssma línguagem que só eles conhecem, desceram o pau nos mazelados. Até eu participei do rito macabro, vejam só.
Depois de ter me tocado daquilo, pensei, repensei, e dei uma bagunçada nos meus hábitos. De agora em diante vou fingir que não tenho júpiter em sextil com marte e calar a bôca mesmo que estejam prestes a pisar em uma cobra, e só vou responder quando me perguntarem. Eu realmente tendo a falar besteira, e depois me arrepender do que disse. É tão difícil pensar antes de falar!
Voltando ao assunto, senti extrema vergonha em ter me metido a cult, e logo percebi onde isso poderia me levar: Às amizades vazias ou puramente profissionais que tanto abomino. Eu não quero que as pessoas me admirem por um bom trabalho, ou boa voz, vivo dizendo isso. Quero ser sempre um palhaço imbecil e repetitivo cheio de amigos out e noncult que me/se adoram. Isso é que é bom.
Então à vocês (ex)cults e in's que deram adeus à minha lista de contatos: A morte. Odeio vocês.
Existe muito p'ra se falar desses tipos, e eu não tenho muito interesse em passar o dia nisso. Só registrar a minha tristeza por isso... Pessoas que se vestem com algum arquétipo (ou como sempre um anti-arquétipo) e vivem em busca de aprimorar o personagem para deixar mais pessoas frustradas, diminuídas, e isso, e aquilo lá...
Hoje aconteceu uma coisa interessante: Estava no meu ritual de limpeza kármica (tirando um monte de gente da minha lista do Orkut), e antes de remover os sujeitos, lia seus perfis para confirmar o motivo da exclusão. Então vi quantas vezes aquilo se repetia, coisas phodasticas e altamente cult escritas nos perfis, vários depoimentos cult e in e um monte de comunidades herméticas para definir o grau de qualidade dessas pessoas. Então o relógio parou e tive um pensamento tosco.
Eu devo ser muito sem graça. Sério, sem graça mesmo. Meu perfil é simples e cheio de frases fáceis (só uma temporária em inglês), meus amigos não pintam o cabelo de azul, nem viajam todo ano pra Londres (a maioria nunca saiu da cidade onde mora) e muito menos eu posso ser descrito como especialista em alguma coisa. Então pensei que tinha removido da minha lista as pessoas que me causam despeito, consequentemente mal-estar por não ser tão bom como elas.
Então a lucidês voltou e eu me toquei que isso tudo era balela mesmo. Fiz a coisa certa: Não gostei do que li, então não tenho razões pra ler de novo. Eu não gosto de gente metida. A verdade é essa. Tenho um histórico terrível (e bota macabro nisso) com gente assim, e as coisas só parecem piorar. Levo pro pessoal, fico magoado, não deixo passar...
Recentemente houve uma discussão em uma comunidade de música que participo sobre erros comuns que pessoas desinformadas comentem, e fazem afirmações absurdas sobre técnica e estética musical. E os membros da comunidade (automaticamente revestindo-se do álibi do conhecimento) se viram no direito de citar e xacotar em cima dessas pessoas - como se nunca tivessem errado! E, usando de sua cooltíssma línguagem que só eles conhecem, desceram o pau nos mazelados. Até eu participei do rito macabro, vejam só.
Depois de ter me tocado daquilo, pensei, repensei, e dei uma bagunçada nos meus hábitos. De agora em diante vou fingir que não tenho júpiter em sextil com marte e calar a bôca mesmo que estejam prestes a pisar em uma cobra, e só vou responder quando me perguntarem. Eu realmente tendo a falar besteira, e depois me arrepender do que disse. É tão difícil pensar antes de falar!
Voltando ao assunto, senti extrema vergonha em ter me metido a cult, e logo percebi onde isso poderia me levar: Às amizades vazias ou puramente profissionais que tanto abomino. Eu não quero que as pessoas me admirem por um bom trabalho, ou boa voz, vivo dizendo isso. Quero ser sempre um palhaço imbecil e repetitivo cheio de amigos out e noncult que me/se adoram. Isso é que é bom.
Então à vocês (ex)cults e in's que deram adeus à minha lista de contatos: A morte. Odeio vocês.
quinta-feira, novembro 16, 2006
No planeta terra é assim
Eu estava saindo de casa pela segunda vez hoje de tarde, quando, em uma das seguras esquinas de Icaraí vi um camarada falando alto com alguém dentro de um carro. O sujeito era nervoso e segurava insistentemente uma pochete.
Passei por eles sem entender o conetúdo da conversa, até que, quando olhei na direção do carro, quando estava ao lado do mesmo, percebi que a conversa não tinha NADA de amigável. Era um assalto à mão armada, famoooso... Fiquei em choque. Era uma dessas pistolas usadas pela polícia. Uma beretta, quem sabe um calibre mais grosso, mas era uma senhora arma de punho. E onde quer que ele tenha conseguido aquilo, ele sabia muito bem porquê e como usar.
Pensei mil vezes em um segundo sobre ajudar aquele homem. Fiz o que qualquer pessoa faria, e dei um jeito de falar com segurança de super mercado, pra depois falar pra polícia... Não deu em nada. Tudo foi tarde demais e eu perdi o dia quase todo em estado catatônico com a memória da arma. Lamento pelo cara que perdeu o carro, celular, e o dinheiro que tinha sacado no banco (foi seguido pelos bem-intencionados.)
E lembro: Provavelmente todos envolvidos, vítima e algozes, tem filhos, filhas, esposas... Isso é de se lamentar. Como a vida no planeta terra é esquisita. E não são os dias atuais não. Na idade média todos estariam mortos no assalto, eu inclusive.
Fiquei me lembrando do cara que foi assaltado, e me pergunto como ele vai recuperar o prejuízo do carro, do dinheiro, do celular... Pra quem não é ladrão-de-terno é tudo tão difícil de consertar, sabe?
É foda, é foda...
Passei por eles sem entender o conetúdo da conversa, até que, quando olhei na direção do carro, quando estava ao lado do mesmo, percebi que a conversa não tinha NADA de amigável. Era um assalto à mão armada, famoooso... Fiquei em choque. Era uma dessas pistolas usadas pela polícia. Uma beretta, quem sabe um calibre mais grosso, mas era uma senhora arma de punho. E onde quer que ele tenha conseguido aquilo, ele sabia muito bem porquê e como usar.
Pensei mil vezes em um segundo sobre ajudar aquele homem. Fiz o que qualquer pessoa faria, e dei um jeito de falar com segurança de super mercado, pra depois falar pra polícia... Não deu em nada. Tudo foi tarde demais e eu perdi o dia quase todo em estado catatônico com a memória da arma. Lamento pelo cara que perdeu o carro, celular, e o dinheiro que tinha sacado no banco (foi seguido pelos bem-intencionados.)
E lembro: Provavelmente todos envolvidos, vítima e algozes, tem filhos, filhas, esposas... Isso é de se lamentar. Como a vida no planeta terra é esquisita. E não são os dias atuais não. Na idade média todos estariam mortos no assalto, eu inclusive.
Fiquei me lembrando do cara que foi assaltado, e me pergunto como ele vai recuperar o prejuízo do carro, do dinheiro, do celular... Pra quem não é ladrão-de-terno é tudo tão difícil de consertar, sabe?
É foda, é foda...
quinta-feira, novembro 09, 2006
domingo, novembro 05, 2006
Horário de verão
Pronto. Então começa-se a palhaçada de acordar uma hora mais cedo e mais puto da vida... Tudo bem que o horário de verão faz sentido aqui no Sudeste do Brasil (até parece que eu conheço outro sudeste, fala sério) mas que é chatinho, é.
Em Fortaleza eles até que tentaram instaurar isso. Mas lá é ridículo: Amanhece e anoitece religiosamente no mesmo horário TODO ANO! Às cinco e meia da manhã, e ao mesmo horário na tarde o dia avança e regressa... Não faz sentido um horário como esse lá. É quase equatorial, é tudo a mesma coisa. Mania de imitar Rio e São Paulo pra ficar chic. Fortaleza é uma capital que ainda precisa perder o hábito de filha mais nova...
Então vamos dormir, né? Tchau, tchau... Gostaram do modelo novo? Eu gostei! Queria criar outro, mas tô sem saco de procurar o Dreamweaver na internet. Ou em algum CD perdido aqui.
Em Fortaleza eles até que tentaram instaurar isso. Mas lá é ridículo: Amanhece e anoitece religiosamente no mesmo horário TODO ANO! Às cinco e meia da manhã, e ao mesmo horário na tarde o dia avança e regressa... Não faz sentido um horário como esse lá. É quase equatorial, é tudo a mesma coisa. Mania de imitar Rio e São Paulo pra ficar chic. Fortaleza é uma capital que ainda precisa perder o hábito de filha mais nova...
Então vamos dormir, né? Tchau, tchau... Gostaram do modelo novo? Eu gostei! Queria criar outro, mas tô sem saco de procurar o Dreamweaver na internet. Ou em algum CD perdido aqui.
sábado, novembro 04, 2006
Mais saudades
Que saudades do meu cachorro - o Flash.
Ele era legal: Pulava a janela do quintal pro quarto do meu irmão, e, em menos de quinze segundos já estava na rua. Além disso gostava de roubar picolé, ruffles, tudo. Ele pulava em cima do pessoal, mordia o pertence e saía correndo. Um babacão pai de uma menina muito babaca ameaçou meu cachorro de morte depois que o cachorro roubou um sorvete da filha dele, e lambeu aquilo tudo na rua mesmo. Esta família era composta de evangélicos praticantes que davam aula em escola dominicial, mas faziam questão de dizer que o céu está repleto de anjos loiros. Racistas? Imagina.
Flash também era um cachorro viril. Tinha muitos filhos pelo bairro, inclusive com cadelas de raça (os donos dessas também diziam que iam matar meu cachorro.) E isso me dava orgulho dele: Como meu cachorro era malvado.
Um dia ele simplesmente sumiu. As jornadas dele foram ficando longas, eu também não passeava mais com ele... Foda. Acho que mataram ele, ou simplesmente morreu atropelado. Esteja onde estiver, roube picolés, querido Flash!
Ele era legal: Pulava a janela do quintal pro quarto do meu irmão, e, em menos de quinze segundos já estava na rua. Além disso gostava de roubar picolé, ruffles, tudo. Ele pulava em cima do pessoal, mordia o pertence e saía correndo. Um babacão pai de uma menina muito babaca ameaçou meu cachorro de morte depois que o cachorro roubou um sorvete da filha dele, e lambeu aquilo tudo na rua mesmo. Esta família era composta de evangélicos praticantes que davam aula em escola dominicial, mas faziam questão de dizer que o céu está repleto de anjos loiros. Racistas? Imagina.
Flash também era um cachorro viril. Tinha muitos filhos pelo bairro, inclusive com cadelas de raça (os donos dessas também diziam que iam matar meu cachorro.) E isso me dava orgulho dele: Como meu cachorro era malvado.
Um dia ele simplesmente sumiu. As jornadas dele foram ficando longas, eu também não passeava mais com ele... Foda. Acho que mataram ele, ou simplesmente morreu atropelado. Esteja onde estiver, roube picolés, querido Flash!
sexta-feira, novembro 03, 2006
Ode ao ego musical
Ái, é tão bom... É tão bom quando a voz aquece e chega inteira, e quente em qualquer lugar. É tão bom quanto as quartas aumentadas parecem tão fáceis como segundas maiores. É tão bom quando os limites se quebram e você sente que tinha mais um pouco ali dentro. É tão bom quando você se cala e ouve um restinho de eco da própria voz passeando pelo ambiente. É tão bom saber que a sua voz é melhor do que aquele cara nojento que te esnobou, (e é tão bom quando a própria mestra confirma isto - mwahahahaha!)
Ah, mas é uma maravilha mesmo... Quando vemos um trabalho árduo começar a tomar cor e profundidade reais. É bom ver que o preço que se paga por algo tem retorno, e que belo retorno, e que longo caminho a frente, ao invés da especulação. É tão bom ser tenor lírico-ligeiro, tão bom ter a voz ágil, leve, quente, aberta, clara... É tão bom entender do que diabos se fala, e o que, raios, se faz. É tão bom exigir de si, saber quem se é, de onde vem, e saber que se pode ir adiante.
Além de tudo é bom surpreender, e se impressionar. Como os métodos inovadores de alguém não tão conhecido podem mostrar muito mais resultado e responsabilidade que o trabalho de muitas 'estrelas' do céu.
Fala sério, eu tô metido. Mas uma vez na vida a gente merece, só uma...
Bom, já sei cantar barrôco, agora vamos para os salões cheios de pompa em Viena e Paris! :P
"Dein ist mein Schönstest Lied..."
Ah, mas é uma maravilha mesmo... Quando vemos um trabalho árduo começar a tomar cor e profundidade reais. É bom ver que o preço que se paga por algo tem retorno, e que belo retorno, e que longo caminho a frente, ao invés da especulação. É tão bom ser tenor lírico-ligeiro, tão bom ter a voz ágil, leve, quente, aberta, clara... É tão bom entender do que diabos se fala, e o que, raios, se faz. É tão bom exigir de si, saber quem se é, de onde vem, e saber que se pode ir adiante.
Além de tudo é bom surpreender, e se impressionar. Como os métodos inovadores de alguém não tão conhecido podem mostrar muito mais resultado e responsabilidade que o trabalho de muitas 'estrelas' do céu.
Fala sério, eu tô metido. Mas uma vez na vida a gente merece, só uma...
Bom, já sei cantar barrôco, agora vamos para os salões cheios de pompa em Viena e Paris! :P
"Dein ist mein Schönstest Lied..."
O potó
Ah, ele mijou em mim!Muito conhecido por quem mora no interior, ou trabalha em plataformas de petróleo, o potó é um bicho safado que tem o estranho hábito de pousar nos ombros e te surpreender com aquele fedorzinho cáustico. A primeira reação de qualquer pessoa é esmagar o potó com a mão, mas não se atreva! Existe um líquido dentro do bicho que é extremamente tóxico e fedido, causa necrose cutânea. Uma coisa que vai deixar sua pele com bolhas, irritada, e depois vermelhona. Dois meses sem tomar sol ou usar bronzeador pra não ficar com mancha.
Pra fugir do potó: Dá-lhe um peteleco. (Ou use uma mangueira d'água.)
Logo a gente dá azar.Um aroma semelhante ao do potó é o de uma porcaria chamada pistache, que tem a inhaca acentuada na forma de sorvete. Aquele sorvete verde, bizarro, praticamente saído de um filme de ficção científica, onde a Tnt. Ripley toma o dito sorvete e diz: Nada pior na terra, nada melhor no vazio do espaço. Nem adianta tentar ser chic - abaixo ao potó; chega de sorvete de pistache!
segunda-feira, outubro 30, 2006
quinta-feira, outubro 26, 2006
segunda-feira, outubro 23, 2006
sábado, outubro 21, 2006
Carioca é tudo otário! (Apenas leia)
Recebi por e-mail. Lê.
CARIOCA É TUDO OTÁÁÁRIO (???)
>> > > "Suponham que vocês vivam com um salário mensal de R$
>>12.000,00.
>> > >
>> > > Desafio a vocês a sustentar 2 mulheres (uma esposa e uma
>>ex-esposa) e
>> >a
>> > >sustentar 5 filhos.
>> > >
>> > > Frequentar anualmente Nova Iorque, se hospedando nos hotéis
>>mais caros
>> > >do mundo, com diárias individuais de US$500,00 de vista para o
>>Central
>> > > Park.
>> > >
>> > > E ainda comprar sapatos de US$ 500,00 e ternos de
>>US$2.000,00
>> > >
>> > > E além de morar no Leblon, adquirir uma mansão no condomínio
>>de alto
>> > >luxo Portobello, de 12 suítes estimada em 2 milhões de reais.
>> > >
>> > > Pois é.
>> > >
>> > > O candidato que você irá votar, Sérgio Cabral conseguiu tudo
>>isso
>> >sendo
>> > >deputado federal e recebendo salário mensal de R$12.000,00."
>> > >
>> > > Fontes do Jornal do Brasil e Folha de São Paulo.
>> > >
>> > > REPASEM para toda sua lista, pois este candidato é a
>>continuação do
>> > >governo Rosinha-Garotinho e está com mais de 60% das intenções
>>de votos
>> > > para o Governo do Rio !
>> > >
>> > > NÃO DEIXEM ESSES LADRÕES FAZEREM DE NÓS CARIOCAS OTÁRIOS
>>MAIS UMA
>> >VEZ!!!
CARIOCA É TUDO OTÁÁÁRIO (???)
>> > > "Suponham que vocês vivam com um salário mensal de R$
>>12.000,00.
>> > >
>> > > Desafio a vocês a sustentar 2 mulheres (uma esposa e uma
>>ex-esposa) e
>> >a
>> > >sustentar 5 filhos.
>> > >
>> > > Frequentar anualmente Nova Iorque, se hospedando nos hotéis
>>mais caros
>> > >do mundo, com diárias individuais de US$500,00 de vista para o
>>Central
>> > > Park.
>> > >
>> > > E ainda comprar sapatos de US$ 500,00 e ternos de
>>US$2.000,00
>> > >
>> > > E além de morar no Leblon, adquirir uma mansão no condomínio
>>de alto
>> > >luxo Portobello, de 12 suítes estimada em 2 milhões de reais.
>> > >
>> > > Pois é.
>> > >
>> > > O candidato que você irá votar, Sérgio Cabral conseguiu tudo
>>isso
>> >sendo
>> > >deputado federal e recebendo salário mensal de R$12.000,00."
>> > >
>> > > Fontes do Jornal do Brasil e Folha de São Paulo.
>> > >
>> > > REPASEM para toda sua lista, pois este candidato é a
>>continuação do
>> > >governo Rosinha-Garotinho e está com mais de 60% das intenções
>>de votos
>> > > para o Governo do Rio !
>> > >
>> > > NÃO DEIXEM ESSES LADRÕES FAZEREM DE NÓS CARIOCAS OTÁRIOS
>>MAIS UMA
>> >VEZ!!!
quinta-feira, outubro 19, 2006
Bem feito!
Algumas vezes lamenta-se, outras diz-se 'bem feito'. Ainda que a misericórdia seja uma virtude louvável e indispensável em qualquer convivência, as coisas tem limites, por mais que as partes tenham suas parcelas de (ir)responsabilidade ou merecimento.
Simplesmente às vezes algumas coisas não tem solução, algumas vezes as pessoas realmente agem de formas obtusas. E tudo o que se tem a dizer é 'bem feito'. Cada um cava sua cova onde quer, e normalmente não é a morte que nos procura. Nos que a puxamos o robe negro e dizemos 'tia, eu adoro sua atitude, me dá um autógrafo?' (que o digam os emos e góticos de plantão. Afinal - o que é aquilo tudo?)
É sabido que a vida moderna não é das mais fáceis de se entender, e que todos querem ser especiais (únicos) em alguma maneira. Todos vestem seus personagens e vão acontecendo. O problema é que muitas vezes a falta de senso crítico das pessoas, a sua necessidade de sustentar sua faceta dramática e artificial, faz com que atitudes idiotas aconteçam, grosseirias sem muito nexo...
Ser o que se pensa. Isso é o problema. Ser, por si só, é um verbo muito simples, pouquíssimo dependente de outros adjuntos. Ser é simplesmente acontecer, existir, estar em sua própria consciência. O pensar é capaz de uma gama de artificios ilimitada, e quando a consciência se reduz à criação de si mesma, então os problemas começam. O humano se destrói, e os personagens começam.
Daí vem os 'in', 'out', 'hype', 'cool', 'cult'... E aquele monte de palavra esquisita (preferencialmente em alguma língua diferente da que se usa no país em que se vive.) Todos estes arquétipos existem em principio como argumentos do comércio em prol dos interesses de seus beneficiários - e não como criação de uma nova cultura em profundidade e consistência. Infelizmente o comércio, a necessidade do acúmulo de cash é que é o grande determinante filosófico para as massas hoje.
Até Deus vem sendo um problema desde que há a necessidade de se manter alguém sob controle. Então temos todas as castas (e seus respectivos anti-) de hoje em dia. Tendo suas origens profundamente enraizadas neste eixo: Comércio e necessidade de coerção em prol do comércio (e dos que já foram citados, os 'beneficiários', que não são 'a humanidade', ou qualquer ideal utópico platônico... marxista, ou frescura assim.)
É isso aí, senhor gótico - você é produto da cultura cristã, que sofreu uma série perda de moral dos valores, uma influência da música pop, e voilà, temos um usuário aficcionado de roupas pretas e estéticas ocidentalistas distorcidas, como numa maneira de forçar a própria existência a um foco (anti)luminoso de atenção e respeito.
Uma pena que as coisas tenham chegado a este nível, e Buffy, Lost, Charmed, Lain, e tantos outros produtos da mídia consumista definam os novos personagens da vida real. Que tristemente vivem desolados por não serem constantemente bonitos e sensuais como os da lenda (televisiva). Ninguém está maquiado o tempo todo e sob efeito das lentes e iluminações tratadas da Fox e Warner.
E eu poderia dizer um monte de coisas, e conselhos, e sei-lás. Mas não. Vou dizer a estes burgueses ricos e pobres que se fodam. E também vou dizer aos religiosos bons e maus que se fodam. Enquanto eu não ver esperança de uma real humanidade em todas estas caricaturas, vou dizer 'dane-se' e 'bem feito' por todas as frustrações e suicídios éticos que tenho que assistir. E não é problema de hoje em dia, desistam carolas de plantão!
Simplesmente às vezes algumas coisas não tem solução, algumas vezes as pessoas realmente agem de formas obtusas. E tudo o que se tem a dizer é 'bem feito'. Cada um cava sua cova onde quer, e normalmente não é a morte que nos procura. Nos que a puxamos o robe negro e dizemos 'tia, eu adoro sua atitude, me dá um autógrafo?' (que o digam os emos e góticos de plantão. Afinal - o que é aquilo tudo?)
É sabido que a vida moderna não é das mais fáceis de se entender, e que todos querem ser especiais (únicos) em alguma maneira. Todos vestem seus personagens e vão acontecendo. O problema é que muitas vezes a falta de senso crítico das pessoas, a sua necessidade de sustentar sua faceta dramática e artificial, faz com que atitudes idiotas aconteçam, grosseirias sem muito nexo...
Ser o que se pensa. Isso é o problema. Ser, por si só, é um verbo muito simples, pouquíssimo dependente de outros adjuntos. Ser é simplesmente acontecer, existir, estar em sua própria consciência. O pensar é capaz de uma gama de artificios ilimitada, e quando a consciência se reduz à criação de si mesma, então os problemas começam. O humano se destrói, e os personagens começam.
Daí vem os 'in', 'out', 'hype', 'cool', 'cult'... E aquele monte de palavra esquisita (preferencialmente em alguma língua diferente da que se usa no país em que se vive.) Todos estes arquétipos existem em principio como argumentos do comércio em prol dos interesses de seus beneficiários - e não como criação de uma nova cultura em profundidade e consistência. Infelizmente o comércio, a necessidade do acúmulo de cash é que é o grande determinante filosófico para as massas hoje.
Até Deus vem sendo um problema desde que há a necessidade de se manter alguém sob controle. Então temos todas as castas (e seus respectivos anti-) de hoje em dia. Tendo suas origens profundamente enraizadas neste eixo: Comércio e necessidade de coerção em prol do comércio (e dos que já foram citados, os 'beneficiários', que não são 'a humanidade', ou qualquer ideal utópico platônico... marxista, ou frescura assim.)
É isso aí, senhor gótico - você é produto da cultura cristã, que sofreu uma série perda de moral dos valores, uma influência da música pop, e voilà, temos um usuário aficcionado de roupas pretas e estéticas ocidentalistas distorcidas, como numa maneira de forçar a própria existência a um foco (anti)luminoso de atenção e respeito.
Uma pena que as coisas tenham chegado a este nível, e Buffy, Lost, Charmed, Lain, e tantos outros produtos da mídia consumista definam os novos personagens da vida real. Que tristemente vivem desolados por não serem constantemente bonitos e sensuais como os da lenda (televisiva). Ninguém está maquiado o tempo todo e sob efeito das lentes e iluminações tratadas da Fox e Warner.
E eu poderia dizer um monte de coisas, e conselhos, e sei-lás. Mas não. Vou dizer a estes burgueses ricos e pobres que se fodam. E também vou dizer aos religiosos bons e maus que se fodam. Enquanto eu não ver esperança de uma real humanidade em todas estas caricaturas, vou dizer 'dane-se' e 'bem feito' por todas as frustrações e suicídios éticos que tenho que assistir. E não é problema de hoje em dia, desistam carolas de plantão!
sexta-feira, outubro 13, 2006
Eu não tinha este rosto de hoje,
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
Assim calmo, assim triste, assim magro,
Nem estes olhos tão vazios,
Nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
A minha face?
domingo, outubro 08, 2006
Voltando às origens!
"I want to ask a few questions..."
"I don't know who I am, really"
"You must *know* the way of the Zerthimon"
"Can you do something more than just talk, Morte?"
Que saudades desse jogo cara! Planescape: Torment uma coisa super interessante que desbravei com meu inglês arranhado na época de 2000, mais ou menos. De repente eu me deparo com este jogo de novo e percebo que, de fato, eu nem joguei isso. Eu não entendi a história. Não só por causa do inglês, mas coisas remetentes a conceitos que eu só tenho hoje em dia, como "adulto" (um'2' no dígito esquerdo da minha idade.)
O lance desse jogo é um tanto bizarro... Você joga com um cara hiper feioso e sarado que acorda no Mortuário da cidade-planar de Sigil (o 'Grande-Anel' em apologia à New York.) Uma cidade que, diz-se, situa-se no centro dos planos exteriores, e é um centro de convivência de extremos e onde tudo pode acontecer. Sigil também é a cidade das Portas... Existem portas e portais pra praticamente qualquer lugar. É só saber onde achá-las, quando...
Daí o sujeito acorda no Mortuário, prontinho pra ser cremado, e encontra logo de cara uma caveira flutuante sabichona que fala a ele sobre umas tatuagens em suas costas que o pedem pra procurar um sujeito. O problema é que o fulano não lemba de nada. Nome, idade, preferência sexual. Nada. Uma página em branco.
O jogo consiste basicamente em descobrir como se foi parar nesse Mortuário, quem colocou o fulano lá e quem ele foi no passado. Além disso você tem que construir uma nova pessoa, tomando decisões, interagindo com o cenário e os personagens deste (e que personagens. Putaquepariu...) O jogo é extremamente complexo e surpreendente. Cada vez que se se joga, toma-se um rumo novo, e as coisas se desenvolvem pra conclusões bizarras e inexperadas.
Eu consegui fazer o meu esquecido inominável leal e bom. E pretendo manter até o final do jogo só pra ver. Se você cansou dos repetitivos RPGs de pc só no porradão e quer uma coisa mais expressionista (!), lírica, praticamente uma revistinha da Vertigo, conheça esta pérola da Black Isle. Mas antes disso hear the chant, berk:
What can change the nature of a man?
"I don't know who I am, really"
"You must *know* the way of the Zerthimon"
"Can you do something more than just talk, Morte?"
Que saudades desse jogo cara! Planescape: Torment uma coisa super interessante que desbravei com meu inglês arranhado na época de 2000, mais ou menos. De repente eu me deparo com este jogo de novo e percebo que, de fato, eu nem joguei isso. Eu não entendi a história. Não só por causa do inglês, mas coisas remetentes a conceitos que eu só tenho hoje em dia, como "adulto" (um'2' no dígito esquerdo da minha idade.)
O lance desse jogo é um tanto bizarro... Você joga com um cara hiper feioso e sarado que acorda no Mortuário da cidade-planar de Sigil (o 'Grande-Anel' em apologia à New York.) Uma cidade que, diz-se, situa-se no centro dos planos exteriores, e é um centro de convivência de extremos e onde tudo pode acontecer. Sigil também é a cidade das Portas... Existem portas e portais pra praticamente qualquer lugar. É só saber onde achá-las, quando...
Daí o sujeito acorda no Mortuário, prontinho pra ser cremado, e encontra logo de cara uma caveira flutuante sabichona que fala a ele sobre umas tatuagens em suas costas que o pedem pra procurar um sujeito. O problema é que o fulano não lemba de nada. Nome, idade, preferência sexual. Nada. Uma página em branco.
O jogo consiste basicamente em descobrir como se foi parar nesse Mortuário, quem colocou o fulano lá e quem ele foi no passado. Além disso você tem que construir uma nova pessoa, tomando decisões, interagindo com o cenário e os personagens deste (e que personagens. Putaquepariu...) O jogo é extremamente complexo e surpreendente. Cada vez que se se joga, toma-se um rumo novo, e as coisas se desenvolvem pra conclusões bizarras e inexperadas.
Eu consegui fazer o meu esquecido inominável leal e bom. E pretendo manter até o final do jogo só pra ver. Se você cansou dos repetitivos RPGs de pc só no porradão e quer uma coisa mais expressionista (!), lírica, praticamente uma revistinha da Vertigo, conheça esta pérola da Black Isle. Mas antes disso hear the chant, berk:
What can change the nature of a man?
quinta-feira, outubro 05, 2006
domingo, outubro 01, 2006
Merope! Poliforte...
Enquanto ouço a exótica voz de Vivica Genaux, (e há quem escreva Vivika Genaux) me lembro das coisas bonitas deste mundo... E o engraçado e que isso ainda existe... Ou existia. Não sei o porquê dessa minha insistência por arte antiga - mas a sensação de estar em casa é com elas, no passado. Realmente nunca me senti em casa "nos dias atuais", não por vivermos em uma era de caos ou maldade como muitos protestantes gostam de vender. Mas simplesmente... Não é a minha, (como se isso fosse uma opção.)
Mas esta é minha linguagem: tonal, de métrica simples, previsível. Com muitas pausas e momentos de urros e berros súbitos, e obviamente os excessos de velocidade. Porém não sou telepático, alienígena, indescritível... Na realidade algo extremamente comum. Praticamente "aquele ali".
Antes eu queria me ver mais complexo, mais sombrio... E confesso que os assuntos infernais me tomam bastante a atenção pela sua requintada e macabra beleza politicamente incorreta. Mas isto não me descreve, só me fascina, assumo! Bem que eu queria ser malvado, vingativo, sempre com uma palavra pronta na ponta da língua... Mas não sou contínuo, não sou constante. Apenas previsível.
Eu ainda me recupero do que é me deparar com o mundo dos valores, dos adultos, do bem e do mal... Gostaria que tudo fosse mais simples, sem julgamentos. Apenas acontecimentos em sucessão, seus efeitos, causas e desdobramentos; sem que quaisquer conceitos se debrucem sobre estes e manchem a existência dos tais.
Esta linguagem, estas regras... Os momentos certos... Isto não existe pra mim. Existe a eficiência, existem os modos, mas não existe a leitura do ilegível ou do capricho aleatório. E eu não sei mesmo como acontece a telepatia. Infelizmente meu mundo, (inclusive o lúdico), é extremamente concreto. E quando não é visual, é aromático ou palativo!
Pode-se pensar nas minhas decisões como as de um animal pensante, no mais sentido da expressão: Ele pensa, mede, espera, reflete e finalmente age. Mas ainda é um animal. Nada divino, nada inexplicável. Apenas o bicho, a coisa viva e respirando ali dentro de si.
Eu poderia pensar em fazer um grande rebuliço sobre esse assunto, coisas sobre a razão da minha vida, ou qualquer falatório retórico e ordenado; mas eu não acredito nos leões de Judá, na serpente do deserto, na deusa cobra-cabeça-de-minhoca... Isso tudo é complicado demais pra mim. Tudo é complicado demais pra mim. Eu acredito na esperança e na qualidade. Acredito na harmonia entre animais que pensam demais, assim como acredito em um certo poder que a arte tem de nos fazer acreditar mais no que quer que nós acreditemos.
Gosto muito disso... Dos acordes tonais, daqueles trinados e mordentes sucessivos... Tudo tão complicadinho, mas tão simples, tão humilde... Este é meu mundo: Lá com suas regras, mas no final das contas eu sou um Ferdinando mesmo - Tudo é lindo, tudo é simples e verde e vivo. O problema é a maldita abelha...
Mas esta é minha linguagem: tonal, de métrica simples, previsível. Com muitas pausas e momentos de urros e berros súbitos, e obviamente os excessos de velocidade. Porém não sou telepático, alienígena, indescritível... Na realidade algo extremamente comum. Praticamente "aquele ali".
Antes eu queria me ver mais complexo, mais sombrio... E confesso que os assuntos infernais me tomam bastante a atenção pela sua requintada e macabra beleza politicamente incorreta. Mas isto não me descreve, só me fascina, assumo! Bem que eu queria ser malvado, vingativo, sempre com uma palavra pronta na ponta da língua... Mas não sou contínuo, não sou constante. Apenas previsível.
Eu ainda me recupero do que é me deparar com o mundo dos valores, dos adultos, do bem e do mal... Gostaria que tudo fosse mais simples, sem julgamentos. Apenas acontecimentos em sucessão, seus efeitos, causas e desdobramentos; sem que quaisquer conceitos se debrucem sobre estes e manchem a existência dos tais.
Esta linguagem, estas regras... Os momentos certos... Isto não existe pra mim. Existe a eficiência, existem os modos, mas não existe a leitura do ilegível ou do capricho aleatório. E eu não sei mesmo como acontece a telepatia. Infelizmente meu mundo, (inclusive o lúdico), é extremamente concreto. E quando não é visual, é aromático ou palativo!
Pode-se pensar nas minhas decisões como as de um animal pensante, no mais sentido da expressão: Ele pensa, mede, espera, reflete e finalmente age. Mas ainda é um animal. Nada divino, nada inexplicável. Apenas o bicho, a coisa viva e respirando ali dentro de si.
Eu poderia pensar em fazer um grande rebuliço sobre esse assunto, coisas sobre a razão da minha vida, ou qualquer falatório retórico e ordenado; mas eu não acredito nos leões de Judá, na serpente do deserto, na deusa cobra-cabeça-de-minhoca... Isso tudo é complicado demais pra mim. Tudo é complicado demais pra mim. Eu acredito na esperança e na qualidade. Acredito na harmonia entre animais que pensam demais, assim como acredito em um certo poder que a arte tem de nos fazer acreditar mais no que quer que nós acreditemos.
Gosto muito disso... Dos acordes tonais, daqueles trinados e mordentes sucessivos... Tudo tão complicadinho, mas tão simples, tão humilde... Este é meu mundo: Lá com suas regras, mas no final das contas eu sou um Ferdinando mesmo - Tudo é lindo, tudo é simples e verde e vivo. O problema é a maldita abelha...
quarta-feira, setembro 27, 2006
Pois é, as provas já são semana que vem, e ainda tenho aula hoje. E é porque nem tô tão ocupado assim... Cara, quem diria que estudar solfejo em casa fosse tão, mas tão chato! O pior é quando a sua professora de canto é a pessoa mais perfeccionista, e te pede pra contar os tempinhos dos repertórios que você estuda bem direitinho. Ela tá certa eu sei... Mas é chato pa caraiuuu!
Ái, ái... Acorda pra vida... Vai estudar e sái do PC!
Ái, ái... Acorda pra vida... Vai estudar e sái do PC!
domingo, setembro 24, 2006
Muros aos lados, asfalto abaixo e...
A noite esfregava-se em todos os lugares com sua côr vermelha e seu jeito de coisa sangrenta, sensual e perigosa. E então uma figura preta caminha como se esquivando-se das luzes pelo caminho. Aquele é um momento de solidão.
Enquanto vagueia ali, como caminharia alguém séculos atrás; a figura questiona-se sobre várias coisas de uma vida banal, enquanto inspira o ar fatal de uma noite com vento quente e céu alaranjado. Este céu que só os centros urbanos tem, mas não tinham.
As estrelas fazem falta quando se quer viajar, inclusive às figuras escuras. E as cidades com suas vermelhas noites não permitem a quem quer que seja observar nada mais que portas fechadas acima, e o escarlate emanado dos postes.
Então o frio da madrugada faz-se presente, e a escura criatura mete as mãos nos bolsos, com o coração temeroso e cheio de ansiedade, pensando sobre o que a próxima esquina pode-lhe reservar. Que tipo de sensação, que tipo de odor ou memória.
Cada rua é única... Cada rua tem suas próprias casas, suas próprias latinhas de lixo... E tem ruas que, à noite, ficam especialmente bonitas. Algumas árvores projetam sombras unicamente complexas sobre as calçadas, e outras fazem com que as calçadas fiquem escuras o suficiente para que várias pessoas se escondam lá. Mas nunca se sabe, afinal a curiosidade de ver a próxima rua é muita, e as esquinas à frente são muitas e o tempo da madrugada é curto.
E existem flores que só se abrem à noite... Algumas roseiras escolhem madrugadas especialmente úmidas e vermelhas para manifestarem aquele cheiro adocicado e meigo de suas pequeninas rosas. E isto é um deleite para a escura figura, que encontra um mundo totalmente individual e ilimitado naqueles momentos perigosos de peregrinação solitária.
O melhor das madrugadas, no entanto, são as cartas... Nunca se soube porque se acham tantas cartas à noite. Talvez os outros resolvam se livrar delas neste horário. Afinal a noite é a casa dos pesadelos, e não existe nada mais doloroso que um amor não correspondido. Mas não existe nada mais lindo que as cartas de amor... Estas sim fazem parte de um mundo perfeito. Onde Deus e as almas-gêmeas existem, todos emoldurados por perfumes caros, imagens de gatinhos, e coraçõezinhos tortos desenhados com caneta esferográfica.
Quem a escreveu? Quem a receberia? Por que uma coisa tão delicada está em uma das calçadas na madrugada, suja e pisoteada pelo esquecimento? Será que a figura escura deveria encontrá-la? Será que a própria noite não a havia escrito para o amor de sua vida que a encontrasse? Afinal uma noite sem estrelas ou lua deve ser alguém muito solitário... E pessoas solitárias tendem a escrever como se alguém estivesse lendo, ou de fato o quisesse.
E a noite, como creêm Deus, escreve coisas estranhas. Escritos em uma língua comum demais, quase perturbadora de tão visceral. Mas apesar disso, a noite, e a figura escura são mudas.
Enquanto vagueia ali, como caminharia alguém séculos atrás; a figura questiona-se sobre várias coisas de uma vida banal, enquanto inspira o ar fatal de uma noite com vento quente e céu alaranjado. Este céu que só os centros urbanos tem, mas não tinham.
As estrelas fazem falta quando se quer viajar, inclusive às figuras escuras. E as cidades com suas vermelhas noites não permitem a quem quer que seja observar nada mais que portas fechadas acima, e o escarlate emanado dos postes.
Então o frio da madrugada faz-se presente, e a escura criatura mete as mãos nos bolsos, com o coração temeroso e cheio de ansiedade, pensando sobre o que a próxima esquina pode-lhe reservar. Que tipo de sensação, que tipo de odor ou memória.
Cada rua é única... Cada rua tem suas próprias casas, suas próprias latinhas de lixo... E tem ruas que, à noite, ficam especialmente bonitas. Algumas árvores projetam sombras unicamente complexas sobre as calçadas, e outras fazem com que as calçadas fiquem escuras o suficiente para que várias pessoas se escondam lá. Mas nunca se sabe, afinal a curiosidade de ver a próxima rua é muita, e as esquinas à frente são muitas e o tempo da madrugada é curto.
E existem flores que só se abrem à noite... Algumas roseiras escolhem madrugadas especialmente úmidas e vermelhas para manifestarem aquele cheiro adocicado e meigo de suas pequeninas rosas. E isto é um deleite para a escura figura, que encontra um mundo totalmente individual e ilimitado naqueles momentos perigosos de peregrinação solitária.
O melhor das madrugadas, no entanto, são as cartas... Nunca se soube porque se acham tantas cartas à noite. Talvez os outros resolvam se livrar delas neste horário. Afinal a noite é a casa dos pesadelos, e não existe nada mais doloroso que um amor não correspondido. Mas não existe nada mais lindo que as cartas de amor... Estas sim fazem parte de um mundo perfeito. Onde Deus e as almas-gêmeas existem, todos emoldurados por perfumes caros, imagens de gatinhos, e coraçõezinhos tortos desenhados com caneta esferográfica.
Quem a escreveu? Quem a receberia? Por que uma coisa tão delicada está em uma das calçadas na madrugada, suja e pisoteada pelo esquecimento? Será que a figura escura deveria encontrá-la? Será que a própria noite não a havia escrito para o amor de sua vida que a encontrasse? Afinal uma noite sem estrelas ou lua deve ser alguém muito solitário... E pessoas solitárias tendem a escrever como se alguém estivesse lendo, ou de fato o quisesse.
E a noite, como creêm Deus, escreve coisas estranhas. Escritos em uma língua comum demais, quase perturbadora de tão visceral. Mas apesar disso, a noite, e a figura escura são mudas.
Às vezes me dá um branco...
E eu esqueço o que ia falar. Às vezes tenho a impressão que acabei de esquecer algo... E sobras de uma imagem se desfazem na minha cabeça, como se eu tentasse me lembrar de um sonho muito esquisito que acabei de ter.
Inclusive esqueço o nome das coisas, das pessoas (inclusive as mais próximas)... As vezes o mundo parece totalmente distante, e eu não sei o que falar, o que fazer, como tratar o que está ao meu redor. Sei lá... De ve em quando eu penso que vou ter Alzheimer, ou que tenho perda de memória recente...
Essa é uma das coisas que mais me incomodam.
E eu esqueço o que ia falar. Às vezes tenho a impressão que acabei de esquecer algo... E sobras de uma imagem se desfazem na minha cabeça, como se eu tentasse me lembrar de um sonho muito esquisito que acabei de ter.
Inclusive esqueço o nome das coisas, das pessoas (inclusive as mais próximas)... As vezes o mundo parece totalmente distante, e eu não sei o que falar, o que fazer, como tratar o que está ao meu redor. Sei lá... De ve em quando eu penso que vou ter Alzheimer, ou que tenho perda de memória recente...
Essa é uma das coisas que mais me incomodam.
terça-feira, setembro 19, 2006
segunda-feira, setembro 18, 2006
Em homenagem ao amigo
Hoje foi um dia bem especial, coincidiu de eu sair de casa e respirar um pouco de ar com cheiro de cigarro e gelo sêco, e ver coisas que eu não via há tempo. Interação humana, pessoas fúteis e úteis, e toda aquela coisa de sair de casa, e sair de casa com ele, (sabe, ele, o cara.)
Excepcionalmente me lembrei de uma grande pessoa, que fez aniversário há uns dias e está fazendo uma tremenda falta. E este é o grande Dennis! Um cara muito especial que conheço desde meus 6 ou 7 anos de idade, e que se formou em História com mamãe. Hoje ele já deve ter feito o Mestrado e tomando rumo pra India como ele sempre quis.
Bem, o Dennis é uma figura. Desde que o conheço, ele tem como hábito conversar incessantemente sobre tudo. Um assunto puxa o outro, e de repente já são sete da manhã do dia seguinte, e você está falando sobre Lemúria, e as implicações dos Cavaleiros do Zodíaco no cotidiano. Nunca vi uma pessoa pra gostar TANTO de falar. E pra falar bem sobre o que quer que seja.
Agora o que realmente impressiona nessa pessoa, é a perspicácia que tem de ver o que cada pessoa tem de melhor, de nobre. Acho que essa foi a "lição" (se é que eu posso usar essa palavra, acho que não é exatamente isso) mais forte que tive dele. Qualquer pessoa, por mais miserável ou dispensável que pareça, tem algo de muito bom, algo de valioso que faz com que ela mereça ser o "melhor amigo" ou inspiração pra alguém.
Isso se incrustou na minha personalidade desde que o conheço, e desde então venho refinando a minha "temperança" e tentando enxergar as pessoas por uma perspectiva mais amena. "Ver as pessoas por cima". E é muito legal... De repente você vê o efeito que isso tem ao seu redor, e perceber o bem que isso causa em você e nas pessoas. E mesmo que ele negue, eu devo isso ao Dennis!
O cara foi meio que meu pai, irmão mais velho, herói de infância... O fodão.
Toda espiritualidade, retórica, interesse por literatura, música... Tudo isso passou pelo Dennis, tudo foi tocado pela opinião gigante, quase infinita daquele manezão vestido de calça de moleton, e sempre orando em silêncio enquanto caminha à noite em algum lugar de lá, a Beira-Mar.
Um dia eu quero reencontrar esse cara e mostrar pra ele o que aconteceu por aqui. E é claro, conversar sobre tudo que duas pessoas podem durante 24 horas. (Literalmente, claro!!!)
É isso aí Dennis, feliz aniversário! E esteja onde estiver, continue sempre isso aí - infinito! Incansável!
Excepcionalmente me lembrei de uma grande pessoa, que fez aniversário há uns dias e está fazendo uma tremenda falta. E este é o grande Dennis! Um cara muito especial que conheço desde meus 6 ou 7 anos de idade, e que se formou em História com mamãe. Hoje ele já deve ter feito o Mestrado e tomando rumo pra India como ele sempre quis.
Bem, o Dennis é uma figura. Desde que o conheço, ele tem como hábito conversar incessantemente sobre tudo. Um assunto puxa o outro, e de repente já são sete da manhã do dia seguinte, e você está falando sobre Lemúria, e as implicações dos Cavaleiros do Zodíaco no cotidiano. Nunca vi uma pessoa pra gostar TANTO de falar. E pra falar bem sobre o que quer que seja.
Agora o que realmente impressiona nessa pessoa, é a perspicácia que tem de ver o que cada pessoa tem de melhor, de nobre. Acho que essa foi a "lição" (se é que eu posso usar essa palavra, acho que não é exatamente isso) mais forte que tive dele. Qualquer pessoa, por mais miserável ou dispensável que pareça, tem algo de muito bom, algo de valioso que faz com que ela mereça ser o "melhor amigo" ou inspiração pra alguém.
Isso se incrustou na minha personalidade desde que o conheço, e desde então venho refinando a minha "temperança" e tentando enxergar as pessoas por uma perspectiva mais amena. "Ver as pessoas por cima". E é muito legal... De repente você vê o efeito que isso tem ao seu redor, e perceber o bem que isso causa em você e nas pessoas. E mesmo que ele negue, eu devo isso ao Dennis!
O cara foi meio que meu pai, irmão mais velho, herói de infância... O fodão.
Toda espiritualidade, retórica, interesse por literatura, música... Tudo isso passou pelo Dennis, tudo foi tocado pela opinião gigante, quase infinita daquele manezão vestido de calça de moleton, e sempre orando em silêncio enquanto caminha à noite em algum lugar de lá, a Beira-Mar.
Um dia eu quero reencontrar esse cara e mostrar pra ele o que aconteceu por aqui. E é claro, conversar sobre tudo que duas pessoas podem durante 24 horas. (Literalmente, claro!!!)
É isso aí Dennis, feliz aniversário! E esteja onde estiver, continue sempre isso aí - infinito! Incansável!
sexta-feira, setembro 15, 2006
Falando em coisas...
Assim estava escrito nas propagandas do Municipal ali do Rio:
Outubro:
(...)
A flauta mágica - dias 6 e 13 às 20 horas e dias 8 e 15 às 14 horas (domingo no Municipal).
Alguém pode deixar de assistir isso!? Até a Tatty Quebra-Barraco vai!
Outubro:
(...)
A flauta mágica - dias 6 e 13 às 20 horas e dias 8 e 15 às 14 horas (domingo no Municipal).
Alguém pode deixar de assistir isso!? Até a Tatty Quebra-Barraco vai!
Menos é mais.
Descomplicar é a alma do negócio.
Sempre pensa-se demais, sempre preocupa-se demais, sempre prepara-se demais. E aí? Qual é a boa que sobra?
Você feito um idiota no ponto de ônibus, e o dito-cujo fugindo de você a 50km/h.
Sempre pensa-se demais, sempre preocupa-se demais, sempre prepara-se demais. E aí? Qual é a boa que sobra?
Você feito um idiota no ponto de ônibus, e o dito-cujo fugindo de você a 50km/h.
À noite.
Cara noite,
últimas doze horas do dia... Sei que não nos conhecemos muito bem, e que provavelmente você faça mal juízo de minhas impressões sobre você, afinal nunca fui muito fã dos mistérios, muito menos dos que se escondem nas sombras. Mas ultimamente temos convivido bastante.
Espero que seja paciente comigo ao perceber que eu corro e ligo a luz do quarto com medo que algo possa estar se escondendo em você, ou também suba na laje de casa pra ver a lua cheia e me brindar com um momento de luz no escuro. E espero que não fique louca quando afirmo que detesto luas novas. Sou um grande fã da iluminação, principalmente a pálida e tímida luz da lua cheia.
Ora, eu nasci na terra da luz, já acordei e dormi às 6 horas, e apesar da meia noite, permanecer acordado durante todo seu percurso não é um hábito. Então é isso. Boa noite, dona noite!
últimas doze horas do dia... Sei que não nos conhecemos muito bem, e que provavelmente você faça mal juízo de minhas impressões sobre você, afinal nunca fui muito fã dos mistérios, muito menos dos que se escondem nas sombras. Mas ultimamente temos convivido bastante.
Espero que seja paciente comigo ao perceber que eu corro e ligo a luz do quarto com medo que algo possa estar se escondendo em você, ou também suba na laje de casa pra ver a lua cheia e me brindar com um momento de luz no escuro. E espero que não fique louca quando afirmo que detesto luas novas. Sou um grande fã da iluminação, principalmente a pálida e tímida luz da lua cheia.
Ora, eu nasci na terra da luz, já acordei e dormi às 6 horas, e apesar da meia noite, permanecer acordado durante todo seu percurso não é um hábito. Então é isso. Boa noite, dona noite!
Razão ou pura eletricidade, estática, tanto faz
Há muito tempo, na época em que o preto com riscas de giz era o máximo e a beira-mar era toda amarela-alaranjada, um certo papagaio me disse uma coisa que me pôs pra pensar em um assunto. E neste permaneço até hoje.
Existem as pessoas passionais, intuitivas, "automáticas"; e por outro lado existem as calculistas, passivas, cerebrais... Quando eu era mais jovenzinho (porra, eu ainda sou jovenzinho!) eu me sentia extremamente yang, excessivamente 'na lata'. Minha família me descrevia assim, então essa deveria ser a verdade.
Aí a porra do papagaio vem e diz: "Nossa, poucas as pessoas que conseguem ser metódicas como você." Foi uma frase. E nunca mais vi essa ave.
Desde lá eu tenho me observado, e frustrado meus conceitos. Eu sou um poeta! (Jura...) Eu pretendo ser um artista! Passional! Explosivo! Ilimitado! Mas aí retorno à minha condição, à meu espaço invisível. E lá vejo um conjunto de sensações tentando se organizar. Um esboço de razão tentando se definir, algumas vezes sem sucesso. Mas os impulsos raramente são mantidos no estado selvagem. E talvez o que se vê é uma morna feição coberta pela barba mal feita e a sempre presente acne. (Sério, já me acostumei.)
Yin. Escuro. Ordenado como em uma valsa sem quiálteras... Este parece ser o verdadeiro eu. O sorriso confortante está lá, mas por uma razão. Tudo está perfeitamente ordenado e planejado, não existem surpresas. Eu simplesmente sei o que vai se dizer, quem o disse, quem o fez... Inclusive já tenho a reação esboçada. Apesar de tudo me sinto tão feliz quando digo uma besteira, faço algo de errado, sou indelicado, sem modos, sem pudores... É ótimo ser selvagem, egoísta...
Eu vou me lembrar pra sempre de um certo evento que se deu em um lugar não muito distante daqui com pessoas que eu não conheço e não vou conhecer. Pessoas que por orgulho e razão de causa posso dizer que odeio. De forma literal, é claro.
Em um momento de tantos desacertos eu resolvi nadar contra a maré, e tive uma das mais encantadoras lições da vida: Você nunca deve estar sem cartas na manga. Nunca deve estar de braços abertos sem os pés equilibrados. Nunca deve confiar totalmente em algo que não confia em si. E então assim várias portas se fecharam, e muita amargura e indiferença se instalou. E eu não chuto cachorro morto. Só os mortos-vivos.
Mas daí eu abandonei completamente o que seria meu irracional, instintivo, colérico... Não costumo dar os primeiros passos, sempre preciso que algo acenda o fogo. Eu nunca vou, as coisas que vem. E isto não é totalmente eu. Ou será que é?
Experimente contar até dez com um dedo na tomada.
Existem as pessoas passionais, intuitivas, "automáticas"; e por outro lado existem as calculistas, passivas, cerebrais... Quando eu era mais jovenzinho (porra, eu ainda sou jovenzinho!) eu me sentia extremamente yang, excessivamente 'na lata'. Minha família me descrevia assim, então essa deveria ser a verdade.
Aí a porra do papagaio vem e diz: "Nossa, poucas as pessoas que conseguem ser metódicas como você." Foi uma frase. E nunca mais vi essa ave.
Desde lá eu tenho me observado, e frustrado meus conceitos. Eu sou um poeta! (Jura...) Eu pretendo ser um artista! Passional! Explosivo! Ilimitado! Mas aí retorno à minha condição, à meu espaço invisível. E lá vejo um conjunto de sensações tentando se organizar. Um esboço de razão tentando se definir, algumas vezes sem sucesso. Mas os impulsos raramente são mantidos no estado selvagem. E talvez o que se vê é uma morna feição coberta pela barba mal feita e a sempre presente acne. (Sério, já me acostumei.)
Yin. Escuro. Ordenado como em uma valsa sem quiálteras... Este parece ser o verdadeiro eu. O sorriso confortante está lá, mas por uma razão. Tudo está perfeitamente ordenado e planejado, não existem surpresas. Eu simplesmente sei o que vai se dizer, quem o disse, quem o fez... Inclusive já tenho a reação esboçada. Apesar de tudo me sinto tão feliz quando digo uma besteira, faço algo de errado, sou indelicado, sem modos, sem pudores... É ótimo ser selvagem, egoísta...
Eu vou me lembrar pra sempre de um certo evento que se deu em um lugar não muito distante daqui com pessoas que eu não conheço e não vou conhecer. Pessoas que por orgulho e razão de causa posso dizer que odeio. De forma literal, é claro.
Em um momento de tantos desacertos eu resolvi nadar contra a maré, e tive uma das mais encantadoras lições da vida: Você nunca deve estar sem cartas na manga. Nunca deve estar de braços abertos sem os pés equilibrados. Nunca deve confiar totalmente em algo que não confia em si. E então assim várias portas se fecharam, e muita amargura e indiferença se instalou. E eu não chuto cachorro morto. Só os mortos-vivos.
Mas daí eu abandonei completamente o que seria meu irracional, instintivo, colérico... Não costumo dar os primeiros passos, sempre preciso que algo acenda o fogo. Eu nunca vou, as coisas que vem. E isto não é totalmente eu. Ou será que é?
Experimente contar até dez com um dedo na tomada.
quinta-feira, setembro 14, 2006
Santa Maria,
Strela do dia,
mostra-nos via
pera Deus e nos guia.
Ca veer faze-los errados
que perder foran per pecados
entender de que mui culpados
son; mais per ti son perdõados
da ousadia
que lles fazia
fazer folia
mais que non deveria.
Strela do dia,
mostra-nos via
pera Deus e nos guia.
Ca veer faze-los errados
que perder foran per pecados
entender de que mui culpados
son; mais per ti son perdõados
da ousadia
que lles fazia
fazer folia
mais que non deveria.
Santa Maria...
Amostrar-nos deves carreira
por gãar en toda maneira
a sen par luz e verdadeira
que tu dar-nos podes senlleira;
ca Deus a ti a
outorgaria
e a querria
por ti dar e daria.
Santa Maria...
Guiar ben nos pod' o teu siso
mais ca ren pera Parayso
u Deus ten senpre goy' e riso
pora quen en el creer quiso;
e prazer-m-ia
se te prazia
que foss' a mia
alm' en tal compannia.
Santa Maria...
sábado, setembro 09, 2006
Ô comédia!!!
Você é o He-Man pastorando o castelo de Greysscow.
>Você é um balaio chei de côco babão.
>Você é um caminhão chei de eleitor comprado.
>Você é um caminhão chei de pinto de granja.
>Você é um carnê quitado...
>Você é um celular que bate foto.
>Você é um clipe do Maikou Jekisson.
>Você é um din din de coco queimado.
>Você é um foto sensor da Washington Soares.
>Você é um kichute amarrado nas canelas.
>Você é um LP dos Menudos.
>Você é um maratonista sendo agarrado por um doido!!!
>Você é um menino comendo barro.
>Você é um muro branco chei de calango.
>Você é um ovo estrelado com farofa.
>Você é um cartucho de atari.
>Você é um sapato de bico fino.
>Você é um ar-condicionado em Sobral.
>Você é um ventilador no três.
>Você é uma kombi cheia de xilitos.
>Você é uma panelada bem limpinha.
>Você é uma topic bem vaguinha.
Espero q tenha colocado aqui pelo menos a metade do q vc é.
Quem entender, entendeu!
>Você é um balaio chei de côco babão.
>Você é um caminhão chei de eleitor comprado.
>Você é um caminhão chei de pinto de granja.
>Você é um carnê quitado...
>Você é um celular que bate foto.
>Você é um clipe do Maikou Jekisson.
>Você é um din din de coco queimado.
>Você é um foto sensor da Washington Soares.
>Você é um kichute amarrado nas canelas.
>Você é um LP dos Menudos.
>Você é um maratonista sendo agarrado por um doido!!!
>Você é um menino comendo barro.
>Você é um muro branco chei de calango.
>Você é um ovo estrelado com farofa.
>Você é um cartucho de atari.
>Você é um sapato de bico fino.
>Você é um ar-condicionado em Sobral.
>Você é um ventilador no três.
>Você é uma kombi cheia de xilitos.
>Você é uma panelada bem limpinha.
>Você é uma topic bem vaguinha.
Espero q tenha colocado aqui pelo menos a metade do q vc é.
Quem entender, entendeu!
tá legal, eu assumo
Ah... Eu gostei de Harry Potter.
Sério. Antes eu dizia que odiava só porque a irmã de uma amigona minha insistia em dizer que eu "me achava o Harry Potter" na época em que eu era mais wiccano. Acho que ela devia ter inveja do que eu falava, ou coisa assim. Não era uma pessoa muito bem da cabeça não, mal sabia ela que eu nunca tinha lido Harry Potter. E inclusive nunca usei ecstasy ou coisa assim. Pois é.
Ainda me sinto uma pessoa inteligente apesar disso.
Só não gostei daquele sotaque capial deles 'falando' latim. É tão difícil assim falar sem aquele 'r' retroflexo maldito? Como é que eles conseguem aprender francês? Sério! Como?!
Sério. Antes eu dizia que odiava só porque a irmã de uma amigona minha insistia em dizer que eu "me achava o Harry Potter" na época em que eu era mais wiccano. Acho que ela devia ter inveja do que eu falava, ou coisa assim. Não era uma pessoa muito bem da cabeça não, mal sabia ela que eu nunca tinha lido Harry Potter. E inclusive nunca usei ecstasy ou coisa assim. Pois é.
Ainda me sinto uma pessoa inteligente apesar disso.
Só não gostei daquele sotaque capial deles 'falando' latim. É tão difícil assim falar sem aquele 'r' retroflexo maldito? Como é que eles conseguem aprender francês? Sério! Como?!
Um
Da paz que se morre,
do momento que é relembrado,
restam vagas e eternas cores na memória.
A lembrança nunca é perfeita,
e o caminho não tem um retorno,
porém é sempre o mesmo.
Mas um momento é sempre limitado,
e nossos olhares tendem à frente,
por mais que estejamos no passado.
Pelo escorrer de mais um dia,
espero que haja um fim,
e então um momento será eterno.
do momento que é relembrado,
restam vagas e eternas cores na memória.
A lembrança nunca é perfeita,
e o caminho não tem um retorno,
porém é sempre o mesmo.
Mas um momento é sempre limitado,
e nossos olhares tendem à frente,
por mais que estejamos no passado.
Pelo escorrer de mais um dia,
espero que haja um fim,
e então um momento será eterno.
Sono
Eu gosto muito de dormir, mas ultimamente venho enfrentando um problema que parecia ter desaparecido: A insônia. Então eu te digo... Sabe que horas são? Exatamente 03:34h da manhã, do dia 9 de setembro de 2006. E eu deveria estar dormindo. Mas eu não estou.
Enquanto ele, (de quem eu já lhes falei), e ela, (o querido quadrúpede), estão sob o encanto do João-Pestana (foi mau Sandman) eu estou escrevendo este texto sem sentido.
Hoje pensei mais uma vez sobre temas gerais como "por que as pessoas são tão medrosas?" É. Tipo... Não ter medo de barata ou de ladrão, mas ter medo das outras pessoas em um sentido menos bélico e visceral. Mas sim, o medo de conviver, coexistir.
Não estou nem falando de tolerância naquele sentido comum de "deixa que eu deixo", mas sim, no nervo da coisa. Coexistir sabendo que se coexiste. Consciosamente, (se é que essa palavra existe, eu tô com sono, avisei.) Me causa um desconforto muito maçante perceber o desdém que as pessoas trocam ao se observarem nas ruas por aqui e lá.
Era como se a única coisa capaz de aproximar as pessoas desconhecidas fosse o sexo ou o dinheiro, ou um ancestral em comum. E se nada de realmente 'valoroso' (no sentido consensual desta afirmação) consegue conectar uns dois caminhos, tudo o que resta é a indiferença, e em seguida o nojo. É isso aí, nojo.
De vez em quando eu quero chorar quando vejo pinturas, fotos, ou simplesmente olho por uma janela e vejo uma multidão caminhando pra onde quer que seja... Eu penso sobre aquele encrespado de bípedes... Tão diferentes em seus rostos, expressões, aparelhos celulares, cigarros, seios, pobreza, luxo... Mas todos com dois olhos distantes pensando em algum lugar ou alguém. Mas eles nunca se abraçariam espontâneamente, ou trocariam sinceras juras de 'bom dia' sem uma forte razão (das que eu já discuti acima.)
É... Eu posso estar pensando no lindo mundo da Fada Bella ou querer que coisas absurdas sejam reais. Afinal, este é o mundo. Existem os nossos e os 'outros'. E nós sempre estamos sendo usurpados por um presente mais significativo que o nosso. Sempre somos as vítimas de invasões bárbaras ao nosso sagrado meio comum cheio de coisas que conhecemos ou que se repetem.
Isso me dói. Além de não existirmos com nosso mundo, não existimos com a nossa própria espécie. E sim, sempre abaixo ou acima, nunca ao lado. A não ser da mãe, do amigo, do marido, do irmão...
Eu só queria dormir, sabe?
Enquanto ele, (de quem eu já lhes falei), e ela, (o querido quadrúpede), estão sob o encanto do João-Pestana (foi mau Sandman) eu estou escrevendo este texto sem sentido.
Hoje pensei mais uma vez sobre temas gerais como "por que as pessoas são tão medrosas?" É. Tipo... Não ter medo de barata ou de ladrão, mas ter medo das outras pessoas em um sentido menos bélico e visceral. Mas sim, o medo de conviver, coexistir.
Não estou nem falando de tolerância naquele sentido comum de "deixa que eu deixo", mas sim, no nervo da coisa. Coexistir sabendo que se coexiste. Consciosamente, (se é que essa palavra existe, eu tô com sono, avisei.) Me causa um desconforto muito maçante perceber o desdém que as pessoas trocam ao se observarem nas ruas por aqui e lá.
Era como se a única coisa capaz de aproximar as pessoas desconhecidas fosse o sexo ou o dinheiro, ou um ancestral em comum. E se nada de realmente 'valoroso' (no sentido consensual desta afirmação) consegue conectar uns dois caminhos, tudo o que resta é a indiferença, e em seguida o nojo. É isso aí, nojo.
De vez em quando eu quero chorar quando vejo pinturas, fotos, ou simplesmente olho por uma janela e vejo uma multidão caminhando pra onde quer que seja... Eu penso sobre aquele encrespado de bípedes... Tão diferentes em seus rostos, expressões, aparelhos celulares, cigarros, seios, pobreza, luxo... Mas todos com dois olhos distantes pensando em algum lugar ou alguém. Mas eles nunca se abraçariam espontâneamente, ou trocariam sinceras juras de 'bom dia' sem uma forte razão (das que eu já discuti acima.)
É... Eu posso estar pensando no lindo mundo da Fada Bella ou querer que coisas absurdas sejam reais. Afinal, este é o mundo. Existem os nossos e os 'outros'. E nós sempre estamos sendo usurpados por um presente mais significativo que o nosso. Sempre somos as vítimas de invasões bárbaras ao nosso sagrado meio comum cheio de coisas que conhecemos ou que se repetem.
Isso me dói. Além de não existirmos com nosso mundo, não existimos com a nossa própria espécie. E sim, sempre abaixo ou acima, nunca ao lado. A não ser da mãe, do amigo, do marido, do irmão...
Eu só queria dormir, sabe?
quinta-feira, setembro 07, 2006
Que linda criaturinha...
quarta-feira, setembro 06, 2006
Coisas que eu odeio
Eu poderia falar durante anos sobre o ódio. Na minha cabeça é um tópico que rende bastante, já que eu sou do tipo de pessoa que trinca os dentes e imagina raios de desintegração partindo na direção das pessoas que me despertam a raiva. O negócio é que eu ainda sou sincero sobre isso. Eu sei que tem bem mais gente solta por aí que pensa coisas bem piores.
(Minhas machadinhas voadoras são passado. Tem gente que viaja em coisa bem mais diabólica que serras elétricas.)
Mas eu odeio privadas e pias entupidas. Me sinto obsoleto vendo que minha casa está constipada.
Odeio minhas unhas sujas e pretas, é pior do que sentir bosta na cara. É sentir bosta na boca! Eu costumo comer muitas coisas com as mãos. Adoro pastel.
E também detesto cravos no nariz. Eu não consigo tirá-los. Até que dá, mas é sempre um trabalhão. E dói.
Odeio as minhas amigdalas. Elas são gigantescas, e me impedem de emitir meus agudos direito. Meu fá3 já é apertado. Imagina se eu penso em dar um dó4. É praticamente um piado!
Dôres de cabeça são o que existe de pior nas enfermidades humanas. São a confirmação lógica e metafísica (!) da mazela. Quando se está com dôr de cabeça, tenha certeza: Você tem um problema sério.
Pêlos encravados - tem coisa pior? Não é uma espinha, não é um furúnculo (que nome mais feio), e você não pode tirá-lo sem uma pinça. E quando você o tira, ainda tem que lidar com o pus. Spooky...
Porém, além destes pequenos 'ódios bobos', existe aquilo que eu chamo de 'ódios maiores'. Estes são os que me trincam os dentes e me dão sede de sangue. Já que eu não consigo desprezar uma situação ou pessoa, o que me resta é a imaginação de vísceras a mostra e um corpo físico em colapso enquanto uma consciência agoniza em seus momentos finais...
Gente que promete e não cumpre: Eu já detesto promessas! "Claro, te ligo avisando amanhã!" Por antecipação já fico irritado quando alguém me promete alguma cois, (ao invés de prometer. Adivinhe, surpreenda, sonde... Faça qualquer coisa. Mas não crie expectativas!!!) E tem gente solta nesse mundo que, além de te deixar com um reloginho ansioso na mão, te faz passar papel de panaca. Eu sou um poço infinito de misericórdia e compreensão. Mas é fácil ficar com o filme queimado pro meu lado sob essa circunstância.
Gente que te pede pra falar algo e não escuta: O tipo de pessoa que, de fato, merece a morte por sanguessugas vampiros das trevas. Eu gosto muito de falar, (todo mundo sabe.) Mas como é de conhecimento 'geral', eu não gosto sempre de falar de graça, (falar miolo de pote, ou simplesmente puxar assuntos que normalmente não renderiam), e quando alguém me pede pra falar sobre alguma coisa, é melhor escutar, ou rapidinho vai perder o crédito comigo.
Também DETESTO gente que ignora o que eu falo. Aquela pessoa que, quando você fala, olha pra você, e vira o rosto como se tivesse ouvido um latido de cachorro. Eu sou extremamente irritável quando ignoram a minha voz.
Gente que sorri demais: Não tomem isto por uma paranóia anti-social. Eu adoro gente feliz. Sério. Meu problema é com aquela pessoa que sorri sem querer sorrir pra te agradar, ou pra fingir que não foi ela quem peidou. Ou pior - sorri pra não deixar claro que te detesta e/ou não te suporta. Eu respeito as pessoas falsas, e admiro as pessoas calculistas. Porém eu desprezo esses inexperientes que acham que todo mundo cái nessa pegadinha de ursinho carinhoso.
Melhor amigo instantâneo: Nossa! Esse realmente merece tomar uma cólera do dragão no saco. O pior tipo de zé-mané do mundo. Aquela pessoa que, nos cinco primeiros minutos de conversa já age com toda intimidade e carinho que só grandes amigos teriam. Se duvidar, nos dez minutos desta possível conversa ele já te pede o celular emprestado pra ligar pra alguém. Ou meros cinco reais pra completar o dinheiro do rango. Também existe o variante - É o seu melhor amigo até que um verdadeiro amigo dele, ou seu, apareça na cena. Daí tudo volta ao normal.
Algumas pessoas não entendem que ser simpático não significa forçar intimidade. Intimidade é íntimo! Pessoal... E isso não vale cinco minutos, uma pizza, um conhecido em comum, ancestrais em comum... Nada disso, sério.
"Não estou te vendo": Normalmente este caso acontece quando você tem uma vendetta sobre alguém. E então você se depara com o ser odiado em uma situação que Black Mamba não pode baixar em você, então você tem que sorrir e acenar... Mas fala sério - isso é o cúmulo da coisa ridícula! Eu sou do tipo de pessoa que acredita que rixas idiotas podem ser perfeitamente resolvidas com conversas idiotas, (e aí, a família vai bem?) Acredito piamente que as pessoas, (as más inclusive) são boas até que tentem te matar. Então nada de ficar ignorando quem pisa nos seus calos se, de repente, você tropeça no sapato do fulano, ou coisa do tipo. Engula o orgulho e desfaça um inimigo. (Ter inimigos não é bom. Isso é coisa de gente tola.)
"Não fale comigo aqui e/ou agora": Digno dos ódios de Medéia e Carmen, esta é uma sensação que normalmente acontece sob o contexto dos casos românticos mal resolvidos, ou coisas de família, profissão... Você tem alguma pessoa conhecida que se acha mais que você por qualquer razão que seja, e acredita que, em uma determinada circunstância você é inconveniente ou capaz de causar vexames. Não precisaria dizer que uma pessoa covarde assim merece ser esfaqueada com um garfo (!!!) até a agonia, e depois ser atirada a piranhas em um rio de álcool fervente.
"Eu não te suporto mesmo, mas te trato super bem": Parece contraditório com um dos tópicos acima. Mas não é. Eu sou a favor de resolver as rixas, seja como for. Não ignorá-las ao ponto da loucura. Isso é o cúmulo... Engolir seco uma coisa que incomoda alguém, por seja lá o motivo que for... Ái, ninguém merece, putaqueopariu... Sempre é possível inventar uma maneira de não odiar mais alguém. Pense nisso: Que razões uma pessoa teria pra chamar o ser odiado de 'meu melhor amigo'?
"Eu te odeio porque ele pediu": Sem comentários. Sério.
Além disso eu odeio muitas coisas, como dormir demais e não relaxar, assim como odeio crianças me pedindo dinheiro na rua. The world is full of hatred...
E nunca me peça pra ficar calmo!
(Minhas machadinhas voadoras são passado. Tem gente que viaja em coisa bem mais diabólica que serras elétricas.)
Mas eu odeio privadas e pias entupidas. Me sinto obsoleto vendo que minha casa está constipada.
Odeio minhas unhas sujas e pretas, é pior do que sentir bosta na cara. É sentir bosta na boca! Eu costumo comer muitas coisas com as mãos. Adoro pastel.
E também detesto cravos no nariz. Eu não consigo tirá-los. Até que dá, mas é sempre um trabalhão. E dói.
Odeio as minhas amigdalas. Elas são gigantescas, e me impedem de emitir meus agudos direito. Meu fá3 já é apertado. Imagina se eu penso em dar um dó4. É praticamente um piado!
Dôres de cabeça são o que existe de pior nas enfermidades humanas. São a confirmação lógica e metafísica (!) da mazela. Quando se está com dôr de cabeça, tenha certeza: Você tem um problema sério.
Pêlos encravados - tem coisa pior? Não é uma espinha, não é um furúnculo (que nome mais feio), e você não pode tirá-lo sem uma pinça. E quando você o tira, ainda tem que lidar com o pus. Spooky...
Porém, além destes pequenos 'ódios bobos', existe aquilo que eu chamo de 'ódios maiores'. Estes são os que me trincam os dentes e me dão sede de sangue. Já que eu não consigo desprezar uma situação ou pessoa, o que me resta é a imaginação de vísceras a mostra e um corpo físico em colapso enquanto uma consciência agoniza em seus momentos finais...
Gente que promete e não cumpre: Eu já detesto promessas! "Claro, te ligo avisando amanhã!" Por antecipação já fico irritado quando alguém me promete alguma cois, (ao invés de prometer. Adivinhe, surpreenda, sonde... Faça qualquer coisa. Mas não crie expectativas!!!) E tem gente solta nesse mundo que, além de te deixar com um reloginho ansioso na mão, te faz passar papel de panaca. Eu sou um poço infinito de misericórdia e compreensão. Mas é fácil ficar com o filme queimado pro meu lado sob essa circunstância.
Gente que te pede pra falar algo e não escuta: O tipo de pessoa que, de fato, merece a morte por sanguessugas vampiros das trevas. Eu gosto muito de falar, (todo mundo sabe.) Mas como é de conhecimento 'geral', eu não gosto sempre de falar de graça, (falar miolo de pote, ou simplesmente puxar assuntos que normalmente não renderiam), e quando alguém me pede pra falar sobre alguma coisa, é melhor escutar, ou rapidinho vai perder o crédito comigo.
Também DETESTO gente que ignora o que eu falo. Aquela pessoa que, quando você fala, olha pra você, e vira o rosto como se tivesse ouvido um latido de cachorro. Eu sou extremamente irritável quando ignoram a minha voz.
Gente que sorri demais: Não tomem isto por uma paranóia anti-social. Eu adoro gente feliz. Sério. Meu problema é com aquela pessoa que sorri sem querer sorrir pra te agradar, ou pra fingir que não foi ela quem peidou. Ou pior - sorri pra não deixar claro que te detesta e/ou não te suporta. Eu respeito as pessoas falsas, e admiro as pessoas calculistas. Porém eu desprezo esses inexperientes que acham que todo mundo cái nessa pegadinha de ursinho carinhoso.
Melhor amigo instantâneo: Nossa! Esse realmente merece tomar uma cólera do dragão no saco. O pior tipo de zé-mané do mundo. Aquela pessoa que, nos cinco primeiros minutos de conversa já age com toda intimidade e carinho que só grandes amigos teriam. Se duvidar, nos dez minutos desta possível conversa ele já te pede o celular emprestado pra ligar pra alguém. Ou meros cinco reais pra completar o dinheiro do rango. Também existe o variante - É o seu melhor amigo até que um verdadeiro amigo dele, ou seu, apareça na cena. Daí tudo volta ao normal.
Algumas pessoas não entendem que ser simpático não significa forçar intimidade. Intimidade é íntimo! Pessoal... E isso não vale cinco minutos, uma pizza, um conhecido em comum, ancestrais em comum... Nada disso, sério.
"Não estou te vendo": Normalmente este caso acontece quando você tem uma vendetta sobre alguém. E então você se depara com o ser odiado em uma situação que Black Mamba não pode baixar em você, então você tem que sorrir e acenar... Mas fala sério - isso é o cúmulo da coisa ridícula! Eu sou do tipo de pessoa que acredita que rixas idiotas podem ser perfeitamente resolvidas com conversas idiotas, (e aí, a família vai bem?) Acredito piamente que as pessoas, (as más inclusive) são boas até que tentem te matar. Então nada de ficar ignorando quem pisa nos seus calos se, de repente, você tropeça no sapato do fulano, ou coisa do tipo. Engula o orgulho e desfaça um inimigo. (Ter inimigos não é bom. Isso é coisa de gente tola.)
"Não fale comigo aqui e/ou agora": Digno dos ódios de Medéia e Carmen, esta é uma sensação que normalmente acontece sob o contexto dos casos românticos mal resolvidos, ou coisas de família, profissão... Você tem alguma pessoa conhecida que se acha mais que você por qualquer razão que seja, e acredita que, em uma determinada circunstância você é inconveniente ou capaz de causar vexames. Não precisaria dizer que uma pessoa covarde assim merece ser esfaqueada com um garfo (!!!) até a agonia, e depois ser atirada a piranhas em um rio de álcool fervente.
"Eu não te suporto mesmo, mas te trato super bem": Parece contraditório com um dos tópicos acima. Mas não é. Eu sou a favor de resolver as rixas, seja como for. Não ignorá-las ao ponto da loucura. Isso é o cúmulo... Engolir seco uma coisa que incomoda alguém, por seja lá o motivo que for... Ái, ninguém merece, putaqueopariu... Sempre é possível inventar uma maneira de não odiar mais alguém. Pense nisso: Que razões uma pessoa teria pra chamar o ser odiado de 'meu melhor amigo'?
"Eu te odeio porque ele pediu": Sem comentários. Sério.
Além disso eu odeio muitas coisas, como dormir demais e não relaxar, assim como odeio crianças me pedindo dinheiro na rua. The world is full of hatred...
E nunca me peça pra ficar calmo!
segunda-feira, setembro 04, 2006
Eu estive lá!

A seta azul indica a minha imprescindível, e inesquecível presença no elenco corista dessa ópera. Jura! Hehehehe... Cara, essa ópera vai deixar saudades, ah se vai... Que o Zé-do-Burro esteja bem, onde quer que ele esteja agora! E Nicolau... Bem, o Nicolau se vira!
"Oiá de Ariou,
Iansã oroujangolô..."
Iansã oroujangolô..."
sexta-feira, setembro 01, 2006
Adeus Lenin!
Tudo bem que este filme tenha sido lançado faz um tempinho, mas só agora eu fui assistir...
Nossa, nunca tinha visto nada do cinema alemão (como aqueles que me conhecem sabem, eu não sou cinéfilo. Só gosto de filmes.) E realmente é bem diferente dos blockbusters de lá (daquele lugar.)
E esse foi um dos filmes que mais me deixou triste. A situação dos dois protagonistas na infância, esperando pelo pai, e depois o piripaque da mãe quando o Alex é capturado... Depois o longo coma dela que força os filhos a evitarem dizer a verdade sobre a Alemanha depois da queda do muro (e principalmente o episódio do muro...)
O que me deixou triste foi o lance de ver o que as pessoas do socialismo imaginavam de mundo, e o que este foi se tornando pra elas depois. Tudo bem - a gente sabe que o socialismo não funciona, nem funcionava tão bem... E várias coisas dele eram tremendamente questionáveis. Assim como hoje em dia amaldiçoamos o capitalismo neo-liberalista por todos os problemas de nossas vidas. Mas parece que estamos fadados a ataques morais seja de qual sistema social que for.
É uma pena que tenha chegado a isso. Mas o melhor a fazer é seguir adiante, e adiante...
Nossa, nunca tinha visto nada do cinema alemão (como aqueles que me conhecem sabem, eu não sou cinéfilo. Só gosto de filmes.) E realmente é bem diferente dos blockbusters de lá (daquele lugar.)
E esse foi um dos filmes que mais me deixou triste. A situação dos dois protagonistas na infância, esperando pelo pai, e depois o piripaque da mãe quando o Alex é capturado... Depois o longo coma dela que força os filhos a evitarem dizer a verdade sobre a Alemanha depois da queda do muro (e principalmente o episódio do muro...)
O que me deixou triste foi o lance de ver o que as pessoas do socialismo imaginavam de mundo, e o que este foi se tornando pra elas depois. Tudo bem - a gente sabe que o socialismo não funciona, nem funcionava tão bem... E várias coisas dele eram tremendamente questionáveis. Assim como hoje em dia amaldiçoamos o capitalismo neo-liberalista por todos os problemas de nossas vidas. Mas parece que estamos fadados a ataques morais seja de qual sistema social que for.
É uma pena que tenha chegado a isso. Mas o melhor a fazer é seguir adiante, e adiante...
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