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quarta-feira, dezembro 12, 2007

Novela aérea II

Bem que eu disse que nunca mais iria passar fome em aeroporto. Realmente não passei. O lanche da volta ficou em R$ 1,90! E se não tivesse levado teria feito uma falta danada, pois o povo do Galeão não sabia dar informação de nada.
O caos não é aéreo, é terrestre... Abrem por engano o portão para os pobres belo-horizontinos voltarem para suas casas; dizem que a aeronave está aguardando autorização para pouso; depois era o ônibus que não havia para levar os passageiros até o avião; depois não tinha gente para dirigir o busão; por fim, aguardando autorização para decolagem. Passei 4 horas dentro de um avião no chão. Com 5 horas dentro de um carro eu teria conseguido chegar a Belo Horizonte.
O pior nem foi isso... foi dar de cara com a mesma tripulação que me trouxe de Curitiba. Fazer conexão no MESMO avião é sacanagem!
Mais uma coisa que aprendi sobre aviação: jamais fazer conexão no Galeão.

sábado, junho 30, 2007

Sirlei e Galdino, vítimas dos pais bonzinhos

Semana passada rolou pela net uma notícia assustadora, de que uma empregada doméstica teria sido espancada na zona oeste do Rio de Janeiro.

Desculpem a sinceridade, mas seria "tudo bem" em outras circunstâncias. O problema foi que não houve motivo nenhum (briga de casal, assalto a mão armada com reação da vítima, nada disso); ela simplesmente estava parada, e um grupo de jovens moradores da Barra da Tijuca (o que se pode dizer por bairro nobre do Rio) a espancou e levou-lhe a bolsa.

Lembram do Galdino? Deitadinho na parada de ônibus e foi queimado vivo por um grupo de, novamente, playboys? Pois é... Complicado! Os caras não cumpriram nem um terço na pena, já tem condicional e mesmo antes disso já saíam de dia do presídio pra assistir aulinha na faculdade (mentira - saíam pra beber com os amiguinhos, também playboys de vida fácil).

Nada contra pais e mães funcionários públicos, bem casados, nascidos e vividos que querem dar uma boa vida aos filhos. O problema é que, com ou sem violência física e/ou verbal pra dar umas lições nos filhos, isso não tá dando certo.

Sabemos que a vida no Brasil é muito difícil, e que nenhum pai ou mãe quer pros filhos o sofrimento da ditadura ou do período anterior à globalização (onde falar inglês era o cúmulo de chique), mas é importante lembrar que todo mundo precisa sofrer e ser privado de alguma coisa pra saber sobre valores. E isto não está acontecendo.

O pai de um dos marginais disse "são crianças, não podem ser julgados como adultos".

Crianças jogam cocô, areia, dão choquinhos com brinquedos de palhaço... Não espancam uma mulher por qualquer razão fajuta gratuitamente.

SÃO MARGINAIS E DEVEM SER PUNIDOS COMO TAIS.

Torno a falar: Para o preto, pobre, ladrão de galinha sem QI ou assassino de boca de favela, é cadeia a vida toda, é bala na cabeça e falta de respeito. São tão marginais e "imprestáveis" como qualquer um. Mas pagam pelo que devem e pelo que não devem.

Minha sugestão a qualquer Brasil VERDADEIRAMENTE indignado com isto é a seguinte:

Vamos ficar de olho nesse caso! Vamos fazer o possível para mantê-los na prisão, pagando por isso e servindo de exemplo! O Brasil não é casa-da-mãe-joana! Existe SIM direito humano aqui! Nós já passamos pela revolução francesa, chega desta inversão de valores! Ou lhes cortamos as cabeças (literalmente ou na bala, como é moda carioca).

E minha crítica a este Brasil, "indignado":

Deputado, empresário, funcionário público - você aí de vida estável! O Brasil está a merda que está porque sobra nos seus bolsos, e falta no da Sirlei. Porque a Sirlei TRABALHA, e mal se sustenta, e você, "trabalha" suas 4 por dia e se aposenta com salário completo.

Nenhum diploma vale mais que a vida humana. Este país está erradíssimo... Estes espancamentos surgem da falta de senso de nós, brasileiros, e do cinismo de quem está no topo. Se fosse por mim já seria uma segunda revolução, sendo que desta vez BRASILEIRA.

NA BALA, NA PORRADA E NO SANGUE! E AÍ, QUEM TOPA?!

(Parece que a "moral" nesse país só funciona na base da surra mesmo).

quinta-feira, junho 28, 2007

Esposa dedicada

Então... você é uma esposa dedicada, que entende os porres do seu marido, ele chega tarde da rua, mija na cristaleira, ou na geladeira, porque é o primeiro banheiro em que ele entra que acende a luz sozinho, vomita na porta de casa, vomita no tapete da sala, se caga todo na calça e termina de fazer o serviço no banheiro... e lá está você, esposa dedicada, limpando toda a merda que o seu marido fez quando chegou da noitada com os amigos. Uma hora, minha amiga, isso cansa. E você vai embora, ou põe ele para fora.
E cá estamos nós, brasileiros, esposas dedicadas, limpando o vômito que os senadores fazem dentro da nossa casa.

sexta-feira, junho 22, 2007

Nota de rodapé

Às vezes é ridiculamente fácil distinguir realização profissional de frustração pessoal - o caso da pessoa tímida e solitária que, quando com seus estudos ou poder consegue algo além de dinheiro, se torna aquilo que nós humanos mais temos medo em nós mesmos: Um inimigo.

Que triste.